O julgamento de Lucas Molina Rufino, de 35 anos, acusado de espancar e tentar estuprar sua mãe, de 59 anos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está agendado para o dia 20 de agosto no Fórum da mesma cidade. A informação foi confirmada pela irmã do réu à reportagem da Itatiaia.
Os incidentes que levaram à prisão de Lucas ocorreram na madrugada do dia 11 de junho de 2025. De acordo com relatos, Lucas acordou sua mãe e iniciou uma série de agressões físicas, desferindo socos e chutes contra ela. A mulher, em meio aos ataques, gritou por socorro, o que chamou a atenção das autoridades. Quando a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) chegou ao local, a vítima relatou que o filho havia tentado estuprá-la, mas a ação foi interrompida pela chegada dos policiais. Lucas, ao perceber a presença da polícia, correu para trancar-se em um quarto, onde foi posteriormente encontrado e preso.
Durante a detenção, Lucas afirmou ser dependente químico e alegou não se recordar dos eventos que ocorreram. Um mês após o incidente, em julho de 2025, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou o homem por tentativa de feminicídio e tentativa de estupro, considerando a gravidade das acusações e o histórico de violência familiar.
Após as agressões, a mãe de Lucas necessitou de uma cirurgia de reconstrução facial e permaneceu internada por dez dias. Após receber alta, ela prestou depoimento à polícia, mas logo foi readmitida em um hospital devido a complicações emocionais e cardíacas, resultantes do trauma vivido.
Familiares da vítima relataram que Lucas possui um histórico de comportamento violento e dependência química. A irmã da vítima declarou que o agressor já havia tentado matar a mãe anteriormente, utilizando uma faca. Apesar de ter sido expulso de casa, Lucas retornou a morar com a mãe a pedido dela, o que gerou preocupações entre os familiares sobre a segurança da mulher.
Informações adicionais obtidas pela Itatiaia indicam que Lucas tinha um histórico de tentativas de homicídio contra a mãe, utilizando não apenas facas, mas também tesouras em ocasiões anteriores. Essa informação levanta questões sobre a dinâmica familiar e os riscos envolvidos na convivência entre o agressor e a vítima.
A situação destaca a importância de medidas de proteção e apoio a vítimas de violência doméstica. Para aqueles que se encontram em situações semelhantes, é possível buscar orientação e realizar denúncias de forma sigilosa através da Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180. Em casos de emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190, garantindo a segurança e a proteção imediata das vítimas.








