Na manhã desta quarta-feira, 8 de julho, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação em Belo Horizonte visando a captura de dez indivíduos supostamente vinculados a organizações criminosas. A ação ocorre em pelo menos 17 endereços na capital mineira, todos relacionados ao crime organizado. Os investigados são suspeitos de estarem envolvidos em atividades como tráfico de drogas, homicídios e controle territorial.
A operação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), que reúne esforços da PF, Polícia Civil de Minas Gerais, Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Penal de Minas Gerais e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A PF confirmou que estão sendo cumpridos dez mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão em imóveis associados à facção criminosa.
Embora a corporação tenha destacado a gravidade dos crimes investigados, não foi divulgada a qual facção os alvos pertencem, nem se existe alguma conexão com organizações de maior porte, como o Comando Vermelho (CV) ou o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ausência de informações sobre a facção específica levanta questões sobre a estrutura do crime organizado na região e suas possíveis ligações com redes mais amplas de tráfico.
De acordo com a PF, as investigações revelaram uma série de crimes violentos que estão interligados ao tráfico de drogas em Belo Horizonte. Em nota, a corporação afirmou que “a investigação aponta a atuação de uma organização criminosa vinculada a uma facção, com indícios de envolvimento em tráfico de drogas, homicídios, controle territorial e posse ou porte ilegal de armas de fogo”. Esse panorama evidencia a complexidade e a gravidade da situação do crime organizado na capital mineira.
Durante a operação, a PF divulgou vídeos que mostram os agentes percorrendo comunidades e realizando apreensões. Entre os itens confiscados estão câmeras de vigilância instaladas de forma ilegal em áreas públicas. Segundo as investigações, esses dispositivos eram utilizados pelos criminosos para monitorar a movimentação em regiões próximas aos territórios sob seu domínio. A retirada dessas câmeras foi determinada pela Justiça, refletindo a preocupação com a segurança pública e a necessidade de desarticular as estratégias de vigilância utilizadas por organizações criminosas.
A FICCO/MG, que coordena a operação, tem um papel fundamental na luta contra o crime organizado em Minas Gerais, reunindo diferentes forças de segurança para um combate mais eficaz. A PF também afirmou que as investigações permanecem ativas, com o objetivo de esclarecer os fatos e identificar outros possíveis envolvidos nas atividades ilícitas.
A operação desta quarta-feira destaca a continuidade do trabalho das autoridades no enfrentamento ao crime organizado e à violência associada ao tráfico de drogas em Belo Horizonte, um problema que afeta a segurança e a qualidade de vida da população local. A expectativa é que as ações da PF contribuam para a desarticulação de facções e a redução da criminalidade na região.









