O Nordeste brasileiro é a região que abriga os dez municípios mais violentos do país em 2025, conforme aponta o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) na manhã desta quinta-feira, 23 de novembro. A pesquisa evidencia uma realidade preocupante em relação à segurança pública na região.
A Bahia destaca-se no ranking com cinco cidades, enquanto o Ceará ocupa três posições, sendo uma delas a mais violenta do país. Os estados de Pernambuco e Paraíba aparecem com uma cidade cada. A taxa nacional de mortes violentas no Brasil foi de 19,1 por 100 mil habitantes, enquanto a média no Nordeste alcançou 31,6, indicando uma disparidade significativa.
Os municípios listados como os mais violentos em 2025 são:
1. Maranguape (CE) – 100,3
2. Eunápolis (BA) – 85,1
3. Maracanaú (CE) – 80,7
4. Porto Seguro (BA) – 71,2
5. Simões Filho (BA) – 68,1
6. Jequié (BA) – 67,4
7. Caucaia (CE) – 66,6
8. Cabo de Santo Agostinho (PE) – 65,1
9. Santa Rita (PB) – 60,9
10. Juazeiro (BA) – 55,8
O levantamento indica que, em termos absolutos, o Brasil registrou 40.775 mortes intencionais no ano passado, o que representa uma queda de 8,2% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 44.220 mortes. Essa estatística resulta em uma taxa de 19,1 óbitos a cada 100 mil habitantes em 2025, uma redução significativa em relação aos 27,7 registrados em 2012. Essa diminuição reflete uma queda de 31% no número de mortes violentas em todo o país.
As mortes violentas intencionais (MVI) englobam diversas categorias, incluindo homicídio doloso, feminicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte, mortes decorrentes de intervenções policiais e assassinatos de policiais em serviço ou fora do horário de trabalho.
Os dados também revelam que a maioria das vítimas, 90,8%, eram homens, e 41,6% tinham entre 18 e 29 anos. Além disso, 79,7% das vítimas eram pessoas negras, evidenciando uma preocupação com a desigualdade racial no contexto da violência.
É importante ressaltar que, nos últimos 14 anos, o Brasil contabilizou um total alarmante de 737.883 assassinatos, o que levanta questões sobre a eficácia das políticas de segurança pública e a necessidade de ações mais contundentes para enfrentar a criminalidade no país.
A divulgação deste anuário reafirma a urgência de um debate mais aprofundado sobre as causas da violência e as estratégias que podem ser implementadas para garantir a segurança da população brasileira.







