Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, conhecido como ACM Neto, nasceu em 26 de janeiro de 1979, na cidade de Salvador, Bahia. Formado em Direito, ele é considerado o principal sucessor político do legado de seu avô, o ex-governador e ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães, que também foi senador e faleceu em 2007. O grupo político que ACM Neto representa, conhecido como carlismo, dominou a política baiana por cerca de quatro décadas, defendendo uma agenda de modernização econômica e administração técnica, enquanto mantinha posturas conservadoras.
ACM Neto é filho de Antônio Carlos Magalhães Júnior, diretor da Rede Bahia, e sobrinho de Luís Eduardo Magalhães, que foi presidente da Câmara dos Deputados até sua morte em 1998. Atualmente, ele se prepara para sua segunda candidatura ao governo da Bahia, representando o União Brasil, partido do qual é vice-presidente nacional, nas eleições de 2026.
A trajetória política de ACM Neto começou em 2002, quando foi eleito deputado federal pela Bahia pelo PFL, obtendo a maior votação do estado. Antes de assumir o cargo, atuou como assessor na Secretaria de Educação do governo da Bahia entre 1999 e 2002. Em 2006, foi reeleito e ganhou notoriedade nacional ao participar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, que investigou o escândalo do mensalão durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2010, foi eleito para seu terceiro mandato, novamente como o deputado mais votado da Bahia e o oitavo no Brasil.
Em 2008, ACM Neto tentou a prefeitura de Salvador, mas não avançou para o segundo turno, terminando em terceiro lugar. Contudo, em 2012, conseguiu ser eleito prefeito no segundo turno, derrotando o candidato do PT, Nelson Pelegrino, ao obter 53% dos votos. Em 2016, foi reeleito, alcançando 982.246 votos no primeiro turno e deixou a prefeitura em 2020, indicando Bruno Reis como seu sucessor. Reis venceu as eleições municipais subsequentes e foi reeleito em 2024.
Durante suas gestões como prefeito de Salvador, entre 2013 e 2020, ACM Neto foi reconhecido pelo Instituto Paraná como o prefeito com maior índice de aprovação do Brasil, atingindo 84,7% de avaliação positiva entre os cidadãos. Ele implementou o Hospital Municipal de Salvador, expandiu as unidades de saúde da família e conduziu diversas obras de infraestrutura em áreas periféricas da cidade.
Na eleição de 2022, ACM Neto se lançou como candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, partido que surgiu da fusão entre DEM e PSL. Apesar de ser considerado o favorito nas pesquisas, ele foi derrotado nas urnas, obtendo 40,88% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Jerônimo Rodrigues, do PT, recebeu 49,45%. No segundo turno, Rodrigues foi eleito governador.
Após a derrota, ACM Neto consolidou sua posição como um dos líderes nacionais do União Brasil. O partido, que contava com quatro ministros no governo Lula, fazia parte da base de apoio ao governo no Congresso. No entanto, em agosto de 2025, ACM Neto anunciou o rompimento dessa aliança, afirmando que o União Brasil não poderia continuar a apoiar um projeto do PT para as eleições de 2026. Essa decisão foi formalizada na reunião da executiva nacional do partido na semana seguinte, e desde então, o União Brasil se posiciona como oposição ao governo federal.
Em março de 2026, o União Brasil oficializou ACM Neto como pré-candidato ao governo da Bahia durante um evento em Feira de Santana. O partido também anunciou Zé Cocá, prefeito de Jequié, como pré-candidato a vice-governador. Para a chapa ao Senado, foram apresentados Ângelo Coronel, senador pelo Republicanos, e João Roma, ex-ministro do PL.
No cenário nacional, ACM Neto expressou apoio à pré-candidatura do ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, à Presidência da República, mas ressaltou que os aliados têm liberdade para apoiar o candidato de sua escolha. O principal adversário de ACM Neto nas eleições será o atual governador Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição.
Uma pesquisa realizada pela Paraná Pesquisas, divulgada em 1º de julho de 2026, aponta ACM Neto como líder nas intenções de voto para o governo da Bahia, com 49,2%, contra 37,5% de Jerônimo Rodrigues. O levantamento, que ouviu 1.500 eleitores em 64 municípios baianos entre 27 e 30 de junho, possui uma margem de erro de 2,6 pontos percentuais e está registrado no TSE sob o número BA-04848/2026.







