Em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin abordou a recente tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Alckmin destacou que a nova Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade, não deve ser interpretada como uma retaliação. “Olho por olho pode deixar os dois cegos”, afirmou o vice-presidente, enfatizando que a intenção é corrigir uma injustiça.
Alckmin explicou que a Lei da Reciprocidade é um processo que envolve várias etapas, incluindo audiências públicas, e que visa a defesa dos interesses brasileiros. “Estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso. Temos instrumentos para fazê-lo no momento certo”, declarou. O vice-presidente reiterou que a tarifa imposta pelos EUA é “injusta”, uma vez que o país norte-americano apresenta um superávit na balança comercial com o Brasil, vendendo mais para o Brasil do que o contrário. Ele destacou que a tarifa média brasileira é de 3,1%, em contraste com os 25% que estão sendo aplicados pelos Estados Unidos.
Durante a coletiva, Alckmin também mencionou que os produtos afetados pela nova tarifa representam cerca de 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, o que equivale a aproximadamente US$ 7,4 bilhões. Ele ressaltou que o governo brasileiro tem priorizado o diálogo com os setores mais impactados pela medida, seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O vice-presidente afirmou que o governo está ouvindo as demandas do setor, que incluem a necessidade de crédito para investimentos e competitividade.
Alckmin ainda destacou que, apesar do impacto da tarifa, o Brasil alcançou recordes de exportação no ano passado e defendeu a diversificação de mercados compradores. Nesse sentido, ele mencionou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia e a importância da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) na abertura de novos mercados.
O vice-presidente concluiu afirmando que o governo está comprometido em negociar e resolver as questões relacionadas às tarifas, garantindo que a diplomacia permaneça em aberto para uma solução negociada. As reuniões realizadas nesta terça-feira fazem parte da estratégia do governo para avaliar os impactos da tarifa dos EUA e discutir medidas de apoio aos setores mais afetados, reafirmando o compromisso com o diálogo e a busca por soluções que beneficiem a economia brasileira.









