Em um episódio que remete às disputas políticas acirradas de 2022, o ex-secretário de Estado de Minas Gerais, Marcelo Aro, e o senador Cleitinho Azevedo, aliados na campanha ao governo de Minas e ao Senado em 2026, protagonizaram uma troca de acusações que reacendeu o clima de conflito entre ambos. A controvérsia ocorreu após Aro responder às críticas feitas por Cleitinho, que o chamou de “canalha” e “covarde”, com declarações duras e questionamentos relacionados a possíveis irregularidades envolvendo a família do senador.
Aro, que ocupou o cargo de secretário de Governo de Minas Gerais, não poupou palavras ao responder às ofensas de Cleitinho. Em uma declaração pública, ele afirmou que o senador deveria esclarecer uma acusação de desvio de R$ 10 milhões atribuída à família Azevedo em Divinópolis, município localizado no centro-oeste mineiro. Segundo Aro, “acho que você tem que dar explicação sobre isso”, acrescentando que Cleitinho “cresce” na frente das câmeras, mas, na vida cotidiana, “não é nada disso”. Essa crítica sugere uma tentativa de desqualificar o senador perante a opinião pública, reforçando a narrativa de que há uma discrepância entre a imagem pública e a realidade.
Além das acusações relacionadas à suposta irregularidade financeira, Marcelo Aro também questionou a capacidade de Cleitinho exercer o mandato de senador. Para ele, o parlamentar estaria mais interessado em fazer barulho do que em desempenhar de forma efetiva suas funções legislativas. Aro afirmou que Cleitinho é um candidato que “só faz barulho” e que, enquanto os vídeos e as postagens nas redes sociais parecem reforçar sua imagem, a realidade do dia a dia demonstra que o senador não possui a qualificação necessária para ocupar uma cadeira no Senado Federal. Nesse contexto, Aro destacou que o Senado não deve ser um espaço para “dancinhas” ou vídeos de campanha, sugerindo que Cleitinho estaria mais preocupado com a autopromoção do que com a responsabilidade legislativa.
A troca de farpas entre os dois políticos remonta a um episódio de 2022, quando ambos disputaram posições nas eleições estaduais e federais daquele ano. Apesar do tempo decorrido, as tensões permanecem, revelando a persistência de divergências que envolvem não apenas questões políticas, mas também acusações de irregularidades e questionamentos sobre a integridade de suas famílias.
A reportagem da Itatiaia entrou em contato com ambos os políticos para obter suas versões sobre as declarações feitas na ocasião, mas, até o momento, nenhum deles quis se manifestar oficialmente. A continuidade dessa disputa evidencia o clima de polarização que acompanha as disputas eleitorais na política mineira, especialmente entre nomes que pretendem fortalecer suas bases para as eleições de 2026.








