O pré-candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante), entrou em contato com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e sugeriu a formação de uma chapa única para as eleições de 2026. A iniciativa foi comunicada por meio de uma carta aberta na qual Cury revela ter considerado a possibilidade de uma aliança entre ambos ainda no primeiro turno, ressaltando as trajetórias de ambos fora do cenário político tradicional e destacando os benefícios de uma candidatura conjunta.
Segundo o documento, Cury afirmou ter tido uma “excelente conversa” com Zema, a quem admira e que também é leitor de seus livros. A proposta de uma chapa unificada visa consolidar nomes que não possuem histórico político convencional, buscando uma alternativa ao tradicional sistema partidário brasileiro. Ainda na carta, o autor destacou a importância de unir forças para ampliar as chances de uma candidatura que possa representar uma nova visão de gestão e de Estado.
Além de Zema, Augusto Cury também cogitou uma parceria com o ex-ministro do Esporte e ex-deputado federal Aldo Rebelo (DC). O nome de Rebelo chegou a ser mencionado como possível representante do partido na disputa presidencial, contudo, ele foi preterido por Joaquim Barbosa, ex-ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), que desistiu de concorrer ao Palácio do Planalto. Cury revelou que conversou com Rebelo sobre a possibilidade de integrá-lo na chapa, mas que há um conflito interno no Democratas (DC) que vem tentando solucionar.
De acordo com a última pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 24 de julho, Cury e Zema somam juntos cerca de 5% das intenções de voto. Zema possui 3%, enquanto Cury registra 2%. Esses números demonstram a baixa, até o momento, do potencial de ambos na corrida presidencial, mas também indicam uma possibilidade de crescimento com o fortalecimento de alianças e estratégias de campanha.
Romeu Zema, que foi referendado pelo partido Novo como candidato ao cargo máximo do Executivo federal, ainda não confirmou se aceitou a proposta de Cury de formar uma chapa única. Zema não indicou um vice na sua candidatura até o momento, o que reforça a hipótese de possíveis negociações futuras. Quanto a Cury, o pré-candidato não esclareceu se Zema aceitou ou não a sua proposta, limitando-se a destacar a intenção de dialogar com economistas de renome, como Marcos Lisboa, Mansueto Almeida, Ilan Goldfajn e Pérsio Arida, com o objetivo de construir um projeto de Estado capaz de tirar o Brasil da crise, reduzir desigualdades e promover o crescimento econômico.
A iniciativa de Augusto Cury reflete o movimento de candidaturas que buscam alternativas ao sistema político tradicional, apostando em nomes que carregam uma imagem de outsider e que possam representar uma mudança de paradigma na política brasileira. A proposta de uma chapa única, ainda que em estágio inicial, evidencia o esforço de alguns pré-candidatos em consolidar forças e ampliar suas possibilidades de vitória nas próximas eleições presidenciais.






