O advogado Ben Mendes, candidato pelo partido Missão ao governo de Minas Gerais, afirmou nesta sábado (22) que o Estado enfrenta um grave processo de sucateamento, o que o motiva a disputar a gestão do Palácio Tiradentes. Em entrevista concedida à série de sabatinas da Itatiaia com postulantes ao governo mineiro, Mendes destacou a situação financeira e estrutural de Minas Gerais, além de apontar a segurança pública como uma das maiores preocupações.
Questionado sobre suas motivações para entrar na corrida eleitoral, Mendes declarou que sua decisão se fundamenta na necessidade de atuar diante de um cenário de declínio do Estado. Segundo ele, Minas enfrenta um “sucateamento” que reflete uma gestão precária e uma dívida elevada com a União, que chega a quase R$ 200 bilhões. Para o candidato, o problema de Minas é parte de uma crise maior, que envolve o país inteiro, que estaria à beira do colapso.
Ben Mendes, que se apresenta como pai de três filhos, além de profissional nas áreas de direito, jornalismo e medicina, afirmou que poderia dedicar sua vida ao cuidado da família, mas optou por se envolver na política com o objetivo de contribuir para a recuperação do Estado e do Brasil. Ele criticou duramente o período de 20 anos de governo do PT, afirmando que o partido “roubou a esperança do brasileiro”. Mendes também destacou o alto índice de endividamento das famílias brasileiras, que chega a 82%, além de apontar que Minas possui mais de 400 empresas em recuperação judicial, o que, na sua avaliação, evidencia uma situação de crise econômica e social.
O candidato reforçou que é necessário um projeto nacional e estadual responsável, com homens dispostos a lutar por uma geração que enfrenta dificuldades. Entre os principais problemas de Minas, Mendes apontou a segurança pública como prioridade máxima, comparando o domínio de grupos criminosos na capital Belo Horizonte a um “estado estrangeiro invasor”. Segundo ele, a atuação dessas facções criminosas é tão grave que, na sua visão, o Estado precisa responder de forma enérgica, inclusive com o uso da força.
Mendes criticou a legislação penal vigente, alegando que as facções criminosas estão criando um “Código Penal, um Código Processual Penal e um Código de Execução Penal próprios”, o que, na sua análise, configura uma situação inconstitucional. Ele afirmou que, atualmente, Minas Gerais vive uma condição de “estado de coisa inconstitucional”, na qual as facções atuam como um verdadeiro Estado paralelo, desafiando a autoridade do Estado brasileiro.
A declaração do candidato evidencia uma preocupação com a crise estrutural de Minas Gerais, que envolve desde as finanças públicas até a segurança, passando pelo fortalecimento de uma gestão responsável e eficiente. Sua fala reforça a necessidade de medidas firmes para restabelecer a ordem e a estabilidade no Estado, diante de um cenário de crise generalizada e de insegurança crescente.









