O candidato à presidência da República pelo partido Avante, Augusto Cury, defendeu a implementação de uma lista tríplice como critério para a nomeação dos dirigentes da Polícia Federal, buscando reduzir a influência de interferências externas nas investigações. A proposta foi apresentada por Cury durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (2), em Belo Horizonte, onde afirmou que tal mudança contribuiria para uma maior autonomia da instituição e, consequentemente, para um combate mais efetivo à criminalidade.
Atualmente, a nomeação do diretor da Polícia Federal é uma prerrogativa do presidente da República, o que, segundo Cury, pode gerar interferências políticas que comprometem a independência da instituição. Para reforçar sua proposta, o candidato destacou que a escolha deveria ser feita a partir de uma lista composta por três delegados de alta qualificação, previamente selecionados por uma comissão especializada. Essa lista, na visão de Cury, permitiria ao presidente escolher entre nomes qualificados, minimizando a influência de interesses externos e garantindo uma gestão mais técnica e isenta.
Cury enfatizou que a Polícia Federal é uma das melhores forças de investigação do mundo e que, para aprimorar ainda mais sua atuação, seria necessário promover uma mudança no processo de seleção de seus dirigentes. Ele sugeriu que a adoção de uma lista tríplice, semelhante ao modelo utilizado em outros países, contribuiria para fortalecer a autonomia da polícia e reduzir possíveis interferências políticas que possam comprometer a integridade das investigações.
Além da proposta de lista tríplice, o candidato ressaltou a importância de uma maior integração entre as forças policiais brasileiras, incluindo a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Municipal. Segundo Cury, a criação de um “ecossistema” de segurança pública, no qual as diferentes forças atuem de forma coordenada, poderia gerar uma abordagem mais eficiente no combate à criminalidade.
Ao defender essa integração, Cury afirmou que uma atuação conjunta entre as forças policiais e de segurança pública possibilitaria uma resposta mais rápida e eficaz às ameaças e delitos, contribuindo para a redução dos índices de criminalidade no país. Ele destacou ainda que a autonomia na escolha dos dirigentes da Polícia Federal, aliada à integração das forças de segurança, seriam passos importantes para fortalecer o sistema de segurança pública brasileiro, tornando-o mais eficiente e menos suscetível a influências políticas indevidas.







