O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira, 28 de outubro, que a instituição atua com autonomia, transparência e respeito à Constituição, sem proteger ou perseguir pessoas ou grupos, em meio a um momento de intenso debate político e jurídico sobre sua atuação. A declaração foi feita durante a cerimônia de formatura de 683 novos policiais federais, realizada em Brasília, e ocorre em um contexto de tensões envolvendo a corporação, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo federal.
Durante o evento, Rodrigues destacou que a independência técnica da Polícia Federal é um dos princípios fundamentais que sustentam suas operações. Sem citar casos específicos, o diretor reforçou que a gestão atual trabalha com foco na missão constitucional da instituição, adotando uma postura de transparência e imparcialidade. Segundo ele, a atuação da PF deve ser guiada exclusivamente pela lei, afastando qualquer influência de interesses políticos ou pressões externas.
Rodrigues também dirigiu-se aos novos policiais, enfatizando a importância de uma atuação técnica e isenta de vieses políticos, como forma de proteger a credibilidade e a integridade da Polícia Federal. Ele afirmou que a imparcialidade é uma das principais ferramentas para defender a instituição de ataques de diferentes lados, independentemente da origem dessas tentativas.
As declarações de Rodrigues ocorrem em um momento de acirramento das divergências entre a Polícia Federal e o equipe do ministro André Mendonça, do STF, relacionadas às investigações envolvendo fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além disso, a corporação voltou ao centro do debate público após críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a vazamentos de informações referentes às investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Embora não tenha mencionado diretamente esses episódios, Andrei Rodrigues aproveitou a ocasião para reafirmar o compromisso da Polícia Federal com princípios essenciais como a legalidade, a imparcialidade e a independência institucional. Ele destacou que a missão da corporação deve permanecer distante de interesses políticos e de pressões externas, reforçando o papel da PF como uma instituição que atua com autonomia e responsabilidade.
A fala do diretor-geral da Polícia Federal reforça a posição da corporação de manter sua atuação fundamentada na legalidade e na imparcialidade, mesmo em momentos de controvérsia e debates públicos acalorados. Sua declaração busca transmitir uma mensagem de estabilidade e compromisso com os princípios democráticos, em um período de disputas que envolvem investigações de alta relevância para o cenário político brasileiro.







