Desde a divulgação das conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na semana passada, um grupo de empresários vem articulando a elaboração de um manifesto que questiona o funcionamento do tribunal. Nas últimas horas, essa mobilização ganhou o respaldo de importantes entidades empresariais, entre elas a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que passou a coordenar a adesão de empresários ao movimento. Além da Fiesp, já estão integradas à iniciativa a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ampliando o alcance do posicionamento.
Antes mesmo do envolvimento oficial dessas entidades, um grupo de empresários vem atuando de forma mais direta na sensibilização de colegas do setor para fortalecer o apoio ao manifesto. Entre os nomes destacados estão Sergio Zimerman, presidente do conselho do Grupo Petz Cobasi, e Alexandre Ostrowiecki, presidente do conselho do Grupo Multi. Além deles, Fábio Barbosa, que lidera o conselho da Natura, também participa dessas ações, conforme revelou a coluna de Igor Gadelha no portal Metrópoles.
Segundo informações divulgadas pelo próprio Gadelha, o grupo de empresários pretende lançar oficialmente, na quarta-feira, dia 9 de setembro, um manifesto que defenderá o “afastamento cautelar” de autoridades que forem “formalmente” investigadas no âmbito do caso conhecido como Master. A iniciativa busca gerar uma mobilização coletiva para questionar o andamento de investigações e ações judiciais relacionadas ao Supremo Tribunal Federal, em um momento de forte polarização política e jurídica no país.
A proposta do manifesto reflete uma preocupação de setores empresariais com a crise institucional e a credibilidade do sistema judiciário brasileiro. A adesão de entidades como a Fiesp, CNI e ACSP demonstra um esforço coordenado para ampliar o impacto da manifestação, que visa pressionar por uma postura mais cautelosa e transparente por parte das autoridades judiciais em investigações envolvendo figuras públicas e agentes políticos.
A articulação dos empresários evidencia o momento delicado vivido pelo Supremo Tribunal Federal, que tem sido alvo de críticas e questionamentos por diferentes setores da sociedade. A iniciativa também reforça o papel de atores econômicos na discussão sobre o equilíbrio de poderes e o fortalecimento do Estado de Direito no Brasil. A expectativa é que o manifesto seja divulgado na próxima semana, marcando uma nova etapa na mobilização de segmentos empresariais em torno de uma pauta que reflete o cenário de instabilidade e a busca por maior clareza nas ações do judiciário.









