A ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Regina Goulart de Almeida, desponta como uma das principais candidatas do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo de Minas Gerais, em um cenário ainda indefinido para a legenda. Em entrevista à rádio Itatiaia, Sandra manifestou sua disposição em colaborar na formação da chapa que disputará o Executivo estadual e se ofereceu para contribuir na elaboração do plano de governo.
Sandra destacou sua experiência à frente da UFMG, mencionando que sua trajetória como gestora a posiciona como uma candidata capaz de articular e desenvolver projetos relevantes para o estado. “Minas Gerais precisa de projetos robustos. O estado perdeu espaço no cenário nacional e é fundamental atender às demandas concretas da população”, afirmou. Ela também ressaltou a importância de um plano de políticas públicas eficaz, citando sua vivência durante a pandemia, que foi um dos períodos mais desafiadores para a universidade pública brasileira.
Embora esteja aberta a uma candidatura ao governo, Sandra Goulart descartou a possibilidade de concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais ou na Câmara dos Deputados. Em relação aos possíveis aliados em uma candidatura ao Governo de Minas, a ex-reitora afirmou que as decisões sobre a composição da chapa cabem à direção do partido, tanto em nível estadual quanto nacional.
“Não posso comentar sobre nomes específicos, pois tenho dialogado com alguns integrantes do partido, mas as decisões serão tomadas pela presidente estadual, deputada Leninha, e pelo presidente nacional, Edinho Silva”, explicou. Ela enfatizou que sua intenção é contribuir da melhor forma possível, mas não se comprometeu a mencionar nomes que estão sendo discutidos internamente.
O PT, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, havia inicialmente manifestado preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB) como candidato ao governo de Minas. No entanto, Pacheco optou por não concorrer ao Executivo estadual em maio deste ano, o que gerou um clima de incerteza entre os petistas. Diante dessa situação, a legenda decidiu que lançará um candidato próprio ao governo, embora o nome ainda permaneça indefinido.
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, era considerada uma forte candidata, sendo a preferida de Lula. No entanto, ela já havia se comprometido com uma pré-campanha ao Senado desde março e, mesmo com a pressão do partido, decidiu manter seu foco na candidatura ao Congresso, o que complicou ainda mais o cenário para o PT em Minas Gerais.
Com a aproximação das eleições, a definição do candidato do PT ao Governo de Minas se torna cada vez mais urgente, e a ex-reitora Sandra Goulart se coloca como uma alternativa viável, disposta a enfrentar os desafios que a administração estadual requer.







