O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve deixar a presidência da Comissão de Segurança Pública do Senado. O nome cotado para ocupar a função é o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que confirmou ter sido procurado pelo próprio parlamentar do PL para assumir a condução do colegiado. Apesar da possibilidade de mudança, a substituição ainda não foi oficializada e o sistema do Senado continua registrando Flávio como presidente da comissão.
De acordo com Mourão, a alteração no comando busca reorganizar as atividades da comissão e estabelecer uma nova orientação para os trabalhos que estão em andamento. O senador afirmou que pretende “fazer uma limpa na pauta” caso seja confirmado no cargo, mas não detalhou quais projetos seriam priorizados nem apresentou uma lista de propostas para a primeira etapa de sua eventual gestão.
A possível troca ocorre depois que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil sem comunicar formalmente sua saída ao Senado. Mesmo após esse episódio, os registros oficiais da Casa ainda não foram atualizados. O parlamentar permanece identificado como responsável pela presidência da Comissão de Segurança Pública, enquanto a substituição depende de uma formalização interna para passar a constar no sistema.
Também não há, até o momento, novas reuniões da comissão agendadas para novembro. A ausência de uma programação divulgada ocorre em meio à discussão sobre a continuidade dos trabalhos e sobre a eventual mudança no comando do colegiado.
Participação nas reuniões
A saída de Flávio Bolsonaro está relacionada a um período de participação reduzida nas atividades da comissão. Desde o início de 2026, o colegiado realizou 13 reuniões. Conforme o levantamento citado na matéria, o senador compareceu a apenas duas: em 28 de abril e em 1º de setembro.
Os registros indicam, portanto, presença limitada do presidente em relação ao total de encontros realizados ao longo do período. A comissão é responsável por analisar propostas relacionadas à segurança pública, e a presidência tem entre suas atribuições a condução das reuniões e a organização das matérias que serão discutidas pelos senadores.
Flávio Bolsonaro ocupa o comando do colegiado desde o começo de 2025. Durante esse período, a Comissão de Segurança Pública continuou examinando projetos ligados a temas como combate ao crime organizado, política penitenciária e atuação das forças policiais.
Possíveis atribuições de Mourão
Caso a mudança seja confirmada, Hamilton Mourão passará a coordenar as reuniões e a apreciação dos projetos que aguardam análise dos integrantes da comissão. O senador representa o Republicanos do Rio Grande do Sul no Senado e foi vice-presidente da República durante o governo Jair Bolsonaro.
A comissão desempenha uma função relevante na tramitação de propostas relacionadas à segurança pública. Cabe aos seus integrantes debater os textos, avaliar os possíveis impactos das medidas e, quando for o caso, encaminhá-los para as fases seguintes do processo legislativo.
Embora tenha confirmado o contato feito por Flávio Bolsonaro, Mourão ainda não informou um calendário para as atividades do colegiado. O senador também não revelou quais projetos pretende colocar em votação se for efetivado na presidência. A definição oficial sobre a troca e a atualização dos registros do Senado ainda dependem da formalização da mudança.







