O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) medidas para enfrentar os casos de violência política registrados nos dias seguintes ao segundo turno das eleições presidenciais. Segundo os dados apresentados durante uma coletiva no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), foram contabilizadas 45 ocorrências entre sábado (24) e esta quarta-feira (28), período posterior à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O anúncio foi feito por Guilherme Boulos (Psol-SP), que participou da apresentação em nome da Secretaria-Geral da Presidência da República. Durante a coletiva, Boulos afirmou que os episódios atingiram principalmente pessoas que comemoravam o resultado das urnas e classificou os casos como uma escalada de violência política após a proclamação da vitória de Lula.
“Nós chamamos esta coletiva para responder a casos que envergonharam o Brasil. Casos de violência política que se intensificaram após a proclamação da vitória do presidente Lula e atingiram pessoas que estavam comemorando a reeleição”, declarou.
De acordo com o governo, os quatro dias posteriores ao segundo turno concentraram as 45 ocorrências mencionadas. A apresentação também indicou os estados com maior número de registros. No entanto, os dados específicos sobre a distribuição dos casos por estado não foram detalhados no conteúdo divulgado sobre a coletiva.
O governo informou ainda que os episódios envolveram agressões e outros atos de violência relacionados à disputa eleitoral. Ao comentar os casos, Boulos afirmou que a reação ao resultado das urnas não pode ser usada como justificativa para crimes. Para ele, a responsabilização dos envolvidos é necessária para preservar o caráter democrático do processo eleitoral.
Durante o anúncio, o governo federal comunicou a criação de uma força-tarefa com a participação de diferentes órgãos federais. A iniciativa terá como objetivo dar uma resposta rápida às ocorrências, investigar os ataques e buscar a responsabilização dos autores. As medidas específicas anunciadas na coletiva, contudo, não foram discriminadas no conteúdo original da matéria.
“Isso não cabe na democracia. Isso é próprio da barbárie. Não pode ficar impune e não ficará impune”, afirmou Boulos. A declaração foi apresentada como uma sinalização de que o governo pretende acompanhar os casos e evitar que os responsáveis deixem de ser investigados.
O parlamentar também manifestou solidariedade às famílias das vítimas e às pessoas agredidas. Segundo ele, a violência não deve ser tratada como consequência natural de uma eleição, em que um candidato vence e outro é derrotado.
“Nós vivemos um processo democrático. Como em toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para o cometimento de crimes, para agressões e muito menos para assassinatos”, disse.
Ao concluir a fala, Boulos afirmou que o governo federal pretende responsabilizar todos os envolvidos nos ataques. Ele também mencionou as dez vítimas fatais e reiterou a solidariedade do presidente Lula e da administração federal aos familiares.
A coletiva contou ainda com a participação de Ademar Borges, secretário-executivo do MJSP; Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública; e Sheila de Carvalho, secretária nacional de Acesso à Justiça.








