A Justiça Eleitoral de Minas Gerais proibiu o governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), de utilizar dois perfis em redes sociais associados à sua campanha, devido à ausência de registro prévio junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão foi tomada pelo juiz Mauro Ferreira, atendendo a um pedido apresentado pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e também candidato ao Palácio Tiradentes, Gabriel Azevedo (MDB).
De acordo com a determinação, Simões tem um prazo de 24 horas, contado a partir desta sexta-feira (4), para interromper o uso das plataformas digitais. Caso a ordem não seja cumprida dentro do período estipulado, será aplicada uma multa diária de R$ 2 mil, até que os perfis sejam desativados ou regularizados. A decisão reforça a necessidade de transparência e o cumprimento das normas eleitorais relativas ao uso de ferramentas digitais na campanha eleitoral.
O magistrado destacou na sua decisão que o risco de dano decorre do fato de que plataformas digitais não informadas ao TSE de maneira adequada podem disseminar propaganda eleitoral de forma mais ampla do que os perfis oficiais registrados. Segundo o trecho da decisão, “uma rede social não informada a tempo e modo, e utilizada, indiscriminadamente, como ferramenta de disseminação de propaganda eleitoral de determinado candidato, terá muito mais alcance que os perfis oficiais corretamente informados”. Assim, a falta de registro prévio e adequado dos perfis pode comprometer a transparência do processo eleitoral e dificultar o controle por parte da Justiça Eleitoral.
A medida foi tomada após o pedido de Gabriel Azevedo, que alegou que a utilização de perfis não informados ao TSE poderia gerar desequilíbrio na disputa eleitoral, além de dificultar a fiscalização e o acompanhamento da propaganda eleitoral nas redes sociais. A decisão reforça a importância do cumprimento das regras de registro de plataformas digitais na campanha, uma exigência que visa garantir a lisura do processo eleitoral e evitar práticas que possam favorecer indevidamente determinados candidatos.
Até o momento, a assessoria de imprensa de Mateus Simões não se manifestou oficialmente sobre a decisão. A reportagem aguarda o retorno oficial do candidato e de sua equipe para eventuais esclarecimentos. O espaço permanece aberto para eventuais atualizações relacionadas ao caso, que evidencia a crescente atenção da Justiça Eleitoral às estratégias digitais dos candidatos durante o período eleitoral.








