O ex-governador de São Paulo e ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi confirmado como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), para as eleições ao governo de São Paulo. A decisão foi anunciada na manhã desta quinta-feira, 25 de maio, após uma reunião que envolveu discussões entre Haddad, França e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A formalização da chapa ocorrerá em uma coletiva de imprensa convocada por Haddad, prevista para o início da tarde do mesmo dia. Durante a reunião, Haddad destacou a importância da coesão entre os partidos da aliança e a disposição dos líderes para ocupar diferentes posições na chapa. “Tivemos uma conversa de altíssimo nível com os companheiros que compõem a chapa majoritária. Eles se colocaram à disposição para qualquer lugar na chapa e entenderam a relevância de manter a união”, afirmou Haddad.
A articulação para a escolha de França como vice foi intensificada após um encontro entre Lula, Haddad e França no Palácio da Alvorada na quarta-feira, 24 de maio. Inicialmente, França mostrava resistência em aceitar o cargo de vice e havia manifestado a intenção de se candidatar isoladamente ao governo do estado. A intervenção do presidente Lula foi crucial para convencê-lo a integrar a chapa de Haddad, com apoio também do vice-presidente Geraldo Alckmin, também do PSB. Fontes próximas à negociação relataram que Lula aguardava uma resposta definitiva de França na manhã de quinta-feira, e que o anúncio oficial não seria adiado.
A entrada de Márcio França na chapa é vista como uma estratégia para fortalecer a presença do PT em São Paulo, especialmente no segundo turno das eleições. Os petistas acreditam que a experiência política de França pode ser determinante para ampliar o alcance de Haddad no interior do estado, onde o ex-ministro da Fazenda enfrenta desafios para conquistar votos. A aliança entre os dois políticos representa uma tentativa de unir forças em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo.
Além de França, a chapa contará com Simone Tebet, do PSB, e Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, que serão candidatas ao Senado. A composição da chapa reflete a busca por uma frente ampla que possa consolidar a oposição ao atual governo estadual e ampliar a representatividade das forças progressistas nas eleições.
Com a definição da chapa, o cenário político para o governo de São Paulo ganha novos contornos, e as articulações entre os partidos aliados prometem intensificar as mobilizações nas próximas semanas, à medida que as campanhas eleitorais se aproximam. A expectativa é que a união entre Haddad e França traga uma nova dinâmica à disputa, especialmente em um estado que historicamente tem sido um campo de batalha crucial nas eleições nacionais.






