O MDB informou, por meio do presidente nacional Baleia Rossi (SP), que a sigla não apresentará candidatura própria nem à Presidência nem à Vice-Presidência da República nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante a Convenção Nacional do partido, realizada nesta segunda-feira (27). Rossi enfatizou que a decisão saiu do consenso entre as diferentes correntes de pensamento internas, com o objetivo de manter a unidade do MDB e evitar rupturas que possam comprometer o funcionamento da legenda nos estados.
Segundo o dirigente, a ideia central é que haja uma concordância interna de que a liberação de apoio de forma nacional atua como instrumento de unificação, pacificação interna e fortalecimento da sigla. Com esse entendimento, o MDB almeja consolidar uma posição mais coesa, capaz de potencializar o desempenho eleitoral em nível estadual e, por consequência, ampliar o protagonismo das lideranças locais. Rossi destacou ainda que a meta é criar condições para um desempenho regional relativamente mais estável, uma vez que as eleições regionais costumam exigir a construção de alianças que considerem as particularidades políticas de cada unidade da federação.
Sobre coalizões nacionais, Rossi esclareceu que o MDB não firmou aliança com nenhuma outra legenda. Na prática, isso significa que os diretórios estaduais, bem como os candidatos do MDB, ficam livres para apoiar qualquer um dos nomes que concorram à Presidência em 2026. A decisão, portanto, não restringe o apoio interno a uma única candidatura presidencial, abrindo espaço para acordos locais de acordo com a dinâmica política de cada estado. A convenção também serviu para o MDB detalhar quais candidaturas majoritárias serão apoiadas nos estados e para ressaltar a importância de dar visibilidade ao trabalho das lideranças do partido em cada unidade federativa, fortalecendo, assim, a presença institucional da sigla no território nacional.
Historicamente, a capacidade do MDB de eleger governadores e manter uma rede de atuação descentralizada é um fator relevante nas avaliações sobre seu posicionamento estratégico. Rossi afirmou que a estratégia adotada busca fortalecer as disputas estaduais, permitindo que cada diretório tome decisões de alianças com base na realidade política local, sem ficar preso a um rótulo nacional que nem sempre refletiria as peculiaridades de cada região. Esse enfoque em nível estadual é visto pela cúpula do partido como essencial para manter a competitividade em governos estaduais, o que, por sua vez, pode influenciar o cenário político nacional.
A avaliação interna, conforme informou Rossi, também considerou o cenário de pesquisas, que apontavam a ausência de um nome competitivo para disputar a Presidência. Além disso, a cúpula argumentou que impor um único palanque presidencial poderia prejudicar alianças regionais já consolidadas, muitas das quais demonstram força em diferentes estados. Com base nesses elementos, o MDB optou por uma estratégia que privilegia a atuação local e a construção de alianças alinhadas com a política de cada unidade federativa, em vez de concentrar esforços em um palanque único para a disputa nacional.







