A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, filiada ao PL, afirmou categoricamente que não há chance de se tornar vice-presidente na chapa do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à presidência pelo Novo. A declaração de Zema sobre a ex-primeira-dama ter sido considerada uma opção para o cargo de vice ocorreu durante o 10º Encontro Nacional e Encontro Estadual do Partido Novo, realizado em São Paulo no último sábado (18).
Zema, ao ser questionado sobre a possibilidade de Michelle integrar sua chapa, afirmou que a escolha do vice deve se basear no critério de “ficha limpa” e acrescentou que a ex-primeira-dama é uma possibilidade, assim como outras. No entanto, horas após as declarações de Zema, Michelle utilizou suas redes sociais para esclarecer sua posição. Em um post nos stories do Instagram, ela enfatizou que ainda não decidiu se será candidata ao Senado Federal e, portanto, a proposta de ser vice não pode ser considerada.
“Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada. Segundo, estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários”, disse Michelle em sua publicação. Além disso, a ex-primeira-dama destacou que sua prioridade continua sendo os cuidados com Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena em prisão domiciliar.
De acordo com informações apuradas pela CNN, a decisão de Michelle sobre uma possível candidatura ao Senado ainda não está definida. A ex-primeira-dama está em um dilema, com aliados afirmando que suas chances estão “50% para sim e 50% para não”. A decisão final deve ser tomada em conjunto com Jair Bolsonaro, seu esposo e ex-presidente.
O período para convenções partidárias está programado entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, e é nesse intervalo que Michelle deve anunciar sua posição. Após as convenções, os candidatos têm até o dia 16 de agosto para registrar suas candidaturas na Justiça Eleitoral. A campanha eleitoral começará oficialmente no dia 17 de agosto, marcando o início das disputas para as eleições gerais.
A situação de Michelle Bolsonaro reflete um contexto político em que a ex-primeira-dama ainda está avaliando seu papel no cenário eleitoral, enquanto lida com questões pessoais e familiares. A posição de Zema, ao mencionar Michelle como uma possibilidade, também indica a busca por alianças estratégicas no cenário político atual, onde candidaturas e coligações são essenciais para o sucesso nas eleições.









