Orleans Brandão foi escolhido como o pré-candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) ao governo do Maranhão nas eleições de 2026. A decisão foi tomada pelo grupo político liderado pelo atual governador Carlos Brandão, também do MDB, e a formalização da candidatura ocorrerá durante a convenção partidária marcada para agosto deste ano. Esta será a primeira vez que Orleans Brandão concorrerá a um cargo eletivo.
Nascido em 8 de dezembro de 1994, em São Luís, Orleans cresceu na cidade de Colinas, interior do Maranhão. Formado em administração de empresas, é casado com a advogada Fernanda Heluy e pai de dois filhos. Orleans é sobrinho do governador Carlos Brandão, o que o coloca em uma posição de destaque dentro da política maranhense.
Antes de entrar na esfera pública, Brandão construiu uma carreira no setor privado. Iniciou sua trajetória profissional aos 17 anos, trabalhando como vendedor em uma loja de materiais de construção. Com o passar dos anos, ele se destacou no ambiente empresarial no Maranhão, acumulando experiências que o prepararam para a gestão pública.
Em março de 2023, Orleans foi nomeado pelo tio, governador Carlos Brandão, para o cargo de secretário extraordinário de Assuntos Municipalistas, uma secretaria criada especificamente para abordar questões municipais. Durante seu tempo à frente da pasta, ele se dedicou a visitar diversos municípios do estado, estabelecendo diálogos com prefeitos, vereadores e outras lideranças locais, atuando como um intermediário entre o governo estadual e as administrações municipais.
No entanto, em outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as nomeações de cinco parentes do governador Carlos Brandão, incluindo a de Orleans, sob a alegação de nepotismo. O governo do Maranhão se posicionou afirmando que seguia a súmula vinculante nº 13 do STF, que regula a questão do nepotismo. Orleans Brandão permaneceu no cargo até 2026, quando se desincompatibilizou para concorrer nas eleições.
A candidatura de Orleans conta com o apoio do governador Carlos Brandão e do senador Weverton Rocha, do PDT. Para a vice-governadoria, ele anunciou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, do Republicanos. A disputa pela sucessão ao governo do Maranhão também inclui o ex-prefeito Eduardo Braide, do PSD, que renunciou ao cargo em março de 2026 para se candidatar. É importante ressaltar que Braide e Orleans são primos por parte de mãe, o que adiciona uma dinâmica familiar à competição.
Além de Braide e Orleans, a corrida eleitoral conta com outras pré-candidaturas, como a de Felipe Camarão, do PT, Enilton Rodrigues, do PSOL, André Luís, da Missão, e Saulo Arcangeli, do PSTU. Em uma pesquisa realizada pela Real Time Big Data e divulgada em 8 de julho de 2026, Eduardo Braide lidera as intenções de voto no primeiro turno, com 44%, enquanto Orleans Brandão aparece com 31%. O levantamento foi realizado com 1.600 eleitores maranhenses entre os dias 6 e 7 de julho e possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais, estando registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-04311/2026.









