Até o momento, 22 partidos políticos declararam o empenho de recursos que totalizam aproximadamente R$ 317 milhões nas campanhas eleitorais de Minas Gerais neste ano, conforme dados públicos do sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essas informações foram compiladas pela equipe da Itatiaia nesta terça-feira, dia 8 de outubro, e representam um panorama detalhado dos investimentos feitos pelos partidos no estado para a disputa de cargos proporcionais e majoritários.
Dentre as legendas que mais destinam recursos às suas candidaturas, destacam-se o Partido Liberal (PL) e o Partido dos Trabalhadores (PT), que juntos concentram cerca de 40% do total empenhado pelos partidos em Minas Gerais. O PL, partido do presidente da República, Flávio Bolsonaro, já desembolsou aproximadamente R$ 84,9 milhões no estado. Destes, a maior parte foi destinada às campanhas de candidatos ao Senado e ao Governo de Minas Gerais. O deputado federal e candidato ao Senado, Domingos Sávio, recebeu uma verba de R$ 5 milhões, sendo a maior fatia de recursos destinada a um único candidato dentro do partido. Na sequência, aparece Flávio Roscoe, que disputa o governo estadual, com um investimento de cerca de R$ 4,2 milhões em sua campanha.
O PT, por sua vez, já gastou aproximadamente R$ 41,6 milhões em Minas Gerais. Entre os candidatos apoiados pela legenda, o deputado federal Patrus Ananias, que concorre ao governo do estado, recebeu R$ 8,3 milhões. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que disputa uma vaga no Senado Federal, teve uma alocação de pouco mais da metade desse valor, recebendo R$ 4,2 milhões para sua campanha. Esses números demonstram a forte presença do partido na disputa estadual, além do peso de sua estrutura de financiamento.
Desde 2017, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu doações de pessoas jurídicas às campanhas eleitorais, o que elevou a importância do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) como uma das principais fontes de recursos para os partidos. O FEFC é constituído por dotações orçamentárias da União destinadas especificamente ao financiamento das campanhas em anos eleitorais. Esses recursos são distribuídos de acordo com critérios estabelecidos pelo TSE, levando em consideração o número de candidatos, a representação proporcional e outros fatores que garantem a equidade na distribuição dos fundos públicos.
O volume de recursos empenhados reflete o esforço dos partidos em ampliar sua presença e influência no cenário político de Minas Gerais, um dos principais estados do país em termos de peso eleitoral. A transparência na divulgação desses dados permite um acompanhamento mais rigoroso do uso de recursos públicos e privados no processo eleitoral, contribuindo para a fiscalização e a integridade do pleito de 2024.









