Uma nova pesquisa realizada pelo instituto PoderData, divulgada nesta quinta-feira (13), revela que a maioria dos eleitores brasileiros mantém uma avaliação negativa do atual governo federal. Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados manifestaram desaprovação ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43% indicaram aprovação. Os dados indicam também que 6% dos participantes não possuem uma opinião definida sobre a gestão do governo.
A pesquisa foi conduzida entre os dias 9 e 12 de agosto, com uma amostra de 2.400 pessoas distribuídas por 658 municípios de todas as 27 unidades federativas do país. O levantamento apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e um intervalo de confiança de 95%, garantindo a representatividade dos resultados. Além disso, o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-06868/2026.
Na avaliação qualitativa, a percepção negativa da administração foi reforçada pelos dados que indicam que 47% dos entrevistados consideram a gestão como “ruim ou péssimo”. Por outro lado, 36% avaliam o governo como “ótimo ou bom”, enquanto 15% o classificam como “regular”. Apenas 1% dos participantes não souberam ou não quiseram opinar sobre o desempenho do Executivo federal.
Os números refletem um cenário de insatisfação prevalente entre o eleitorado, em um momento de intensas discussões políticas e econômicas no país. A avaliação do governo, de acordo com os dados, mostra uma tendência de maior insatisfação em relação ao início do mandato de Lula, que retomou a presidência em janeiro de 2023 após um período de oito anos fora do Palácio do Planalto.
A pesquisa do PoderData é uma das mais abrangentes do país, por seu método de coleta e abrangência nacional, e serve como um importante indicador do clima político e da percepção pública sobre a gestão federal. A avaliação da administração pública, especialmente em períodos de crise econômica ou de instabilidade política, costuma influenciar decisões de partidos, candidatos e o próprio governo na formulação de estratégias de comunicação e políticas públicas.








