A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) deu início, nesta terça-feira, 29 de outubro, a uma campanha de imunização voltada à proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. O foco inicial da ação são os idosos com mais de 85 anos, grupo que apresenta maior vulnerabilidade a complicações decorrentes dessas infecções. A iniciativa faz parte do esforço de ampliar a cobertura vacinal na cidade, especialmente entre os públicos mais suscetíveis às doenças pneumocócicas, que incluem condições graves como pneumonia, meningite e sepse, além de infecções menos severas, como otite e sinusite.
A estratégia de vacinação contempla também outros grupos considerados de risco, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. Os locais onde as doses podem ser aplicadas incluem centros de saúde municipais e o Serviço de Atenção à Saúde do Viajante, cuja lista de unidades e horários de atendimento está disponível no site oficial da PBH. A campanha visa fortalecer a imunização de populações específicas, contribuindo para a redução de internações hospitalares e mortalidade associadas às doenças pneumocócicas.
Entre os grupos elegíveis para receber a vacina estão crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias que ainda não completaram o esquema vacinal recomendado, assim como aquelas que iniciaram a imunização com a vacina Pneumo 10 e precisam completar as doses. Bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação, com até 23 meses de idade, também fazem parte do público-alvo, devendo seguir o esquema de vacinação próprio. Além disso, pessoas a partir de 60 anos que vivem em condições de maior vulnerabilidade, como moradores de instituições de cuidado ou que estejam acamadas, também podem se imunizar, caso ainda não tenham recebido a vacina.
Indígenas a partir de 5 anos, sem registro de vacinação prévia com Pneumo 10 ou Pneumo 13, também estão incluídos na campanha. Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), também podem receber a vacina, mediante apresentação de relatório médico que justifique a necessidade, conforme orientação do centro.
Para receber a imunização, os interessados devem apresentar a caderneta de vacinação e um documento de identificação com foto, sempre que possível. No caso de pacientes atendidos no Crie, é obrigatória a apresentação do relatório médico contendo o diagnóstico e a justificativa clínica para a vacinação, garantindo a adequada avaliação do profissional de saúde responsável.
A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal com a saúde pública, especialmente na proteção de grupos mais vulneráveis às doenças pneumocócicas, que apresentam alta incidência e potencial de complicações graves. A ampliação do acesso à vacina é uma estratégia fundamental para reduzir o impacto dessas infecções na população idosa e em outros segmentos de risco na capital mineira.






