Uma pesquisa divulgada na quarta-feira, dia 21, revelou uma significativa queda de seis pontos percentuais na rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passando de 53% para 47% em uma semana. O levantamento da Quaest também mostrou que, nas intenções de voto, Lula está tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 44% contra 45%, respectivamente, uma oscilação de dois pontos na comparação com a pesquisa anterior, na qual Lula tinha 44% e Flávio, 46%. Esses números reforçam a percepção de que a disputa presidencial está bastante equilibrada, aumentando a expectativa de uma campanha final acirrada.
A redução da rejeição ao presidente petista surpreendeu aliados do PT, que interpretam o movimento como resultado de uma estratégia de campanha focada na diferenciação dos projetos dos candidatos e na tentativa de ampliar o apoio de eleitores indecisos. Segundo integrantes do partido, a campanha continuará enfatizando os riscos de perda de direitos sociais, como o Bolsa Família, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, além de manter o foco na mobilização de eleitores que não participam ativamente do cenário político. Para o PT, a diminuição na resistência a Lula indica potencial de crescimento nas últimas semanas de campanha, especialmente com a participação de jovens e moradores das periferias, grupos que têm sido mobilizados intensamente após o primeiro turno.
Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro considerou o resultado uma estabilidade, embora tenha reconhecido que o aumento na rejeição ao candidato possa representar um alerta. Aliados do senador avaliam que as críticas do PT às propostas de programas sociais de Flávio tiveram impacto nos últimos dias, levando a uma necessidade de reação mais rápida contra informações consideradas falsas, sobretudo entre os eleitores ainda indecisos. O partido também nega que as propostas de redução de gastos públicos do senador comprometam benefícios sociais, sustentando que há intenção de preservar os programas de atenção à população de baixa renda, como o Bolsa Família.
A resposta do PL à pesquisa foi de minimização, com o líder na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmando que as oscilações nas intenções de voto estão dentro da margem de erro e que os levantamentos internos da campanha permanecem estáveis. Ele destacou que Flávio deve manter uma agenda de viagens e mobilizações até o dia da votação, marcada para o próximo domingo, 25 de outubro, buscando consolidar sua base de apoio e ampliar sua presença junto ao eleitorado.
No campo petista, líderes reforçam a estratégia de manter a mobilização até o dia do pleito, com ênfase na participação de jovens e de eleitores das periferias, considerados essenciais para ampliar o alcance da campanha. Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, destacou o envolvimento de jovens e moradores das periferias nos atos realizados após o primeiro turno, ressaltando que esse movimento ampliou o grupo de apoiadores de Lula para além dos tradicionais partidos de esquerda. Ela afirmou que há uma frente mais ampla de apoio, composta por uma “juventude bem mais engajada”.
A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) também comentou sobre o crescimento da mobilização, observando que muitos eleitores que não gostam do Lula de forma explícita ainda se mostram contrários à possibilidade de Flávio Bolsonaro assumir a Presidência. Ela relatou ter encontrado pessoas que, apesar de não simpatizarem com Lula, rejeitam o nome de Flávio, reforçando o cenário de polarização.
Nas redes sociais, a estratégia do PT tem sido ampliar o alcance das mensagens, especialmente entre o público mais jovem, com o uso de vídeos mais informais, incluindo gravações feitas pelo próprio Lula. A campanha também busca equilibrar ações digitais com mobilizações presenciais, visando fortalecer o apoio ao candidato petista até o dia do voto.
Já na campanha de Flávio Bolsonaro, o resultado da pesquisa acendeu um alerta, embora seus aliados considerem que a disputa permanece relativamente equilibrada. A avaliação é de que as críticas às propostas de programas sociais do campanha de Lula tiveram impacto recente, reforçando a necessidade de uma resposta rápida para combater informações consideradas falsas. O PL defende que as propostas de Flávio visam preservar os programas sociais, e que o senador pretende manter sua agenda de viagens e mobilizações até o domingo, buscando consolidar sua posição na disputa presidencial.






