O PSB confirmou, nesta quarta-feira (29/7), a indicação de Geraldo Alckmin como vice na chapa que disputará a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, compondo a dobradinha já anunciada com o presidente petista. A convenção nacional do partido ocorreu em Brasília e também formalizou a coligação com a federação PT-PV-PCdoB para as eleições deste ano, fortalecendo uma aliança estratégica entre as siglas de centro e de esquerda no cenário político nacional.
O ato solene, em Brasília, reuniu lideranças do PSB e aliados, incluindo o próprio Lula, que ainda não aparece como candidato presencial em todos os palcos, mas que participa ativamente da composição da aliança. Além de Lula, estiveram presentes o presidente nacional do PSB, João Campos (PSB-PE), e figuras de destaque da legenda. Entre as presenças, destacou-se a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que discursou representando a ala feminina do partido, e o ex-presidente da sigla, Carlos Siqueira, que ajudam a moldar as estratégias institucionais da sigla no atual ciclo político.
Discursos que nortearam a convenção
Em seu pronunciamento, Tabata Amaral enalteceu a parceria entre Alckmin e Lula, declarando que “não são o passado da política brasileira, são mestres do futuro que queremos construir”. Ela acrescentou que as eleições, em especial aquelas que definem o Congresso Nacional, apresentam uma corrida pela soberania nacional. “Esta não será apenas uma eleição para escolher um presidente, será uma chance de eleger uma maioria comprometida com a nossa soberania”, ressaltou a deputada, em referência à importância de consolidar apoio parlamentar para sustentar o programa do governo que integre a coalizão.
Presenças relevantes de grupos aliados
A convenção contou ainda com representantes do grupo político ligado a João Campos, incluindo a pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes (PDT), bem como o senador Humberto Costa (PT-PE) e o ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT). A participação desses nomes sinaliza a cooperação entre diversas correntes progressistas e de centro-direita na formação da chapa para as eleições vindouras, destacando a amplitude da aliança montada pelo PSB dentro do espaço de apoio a Lula.
Presenças do governo federal e ex-auxiliares de Lula
O encontro também contou com a participação de integrantes do governo Lula. Entre eles, figuraram os ministros José Múcio (Defesa), Márcio Elias Rosa (MDIC), Frederico Siqueira (Comunicações), Tomé Franca (Portos e Aeroportos), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), José Guimarães (Relações Institucionais) e Leonardo Barchini (Educação). Além disso, ex-auxiliares do próprio Lula que pretendem seguir na política também marcaram presença, como Simone Tebet (PSB-SP) e Márcio França (PSB-SP), que integrarão, respectivamente, o grupo de pretensos candidatos a cargos eletivos dentro da federação.
Contexto e significado da formalização
A formalização da candidatura de Alckmin ao lado de Lula representa uma afirmação do PSB no desenho político atual, que busca combinar a experiência administrativa do ex-governador paulista com o projeto político do atual presidente. A aliança com a federação PT-PV-PCdoB amplia o arco de alianças ao longo do espectro progressista, visando consolidar uma base de apoio capaz de sustentar políticas públicas de longo alcance, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de governança em um eventual segundo mandato para Lula. A convenção também sinaliza, de forma pública, a integração entre diferentes núcleos de liderança do PSB e aliados de outras siglas, consolidando uma estratégia de atuação que pretende alcançar maior coesão entre forças políticas com perspectivas distintas, mas com objetivos comuns no âmbito da agenda de governo.







