O candidato à presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, declarou em entrevista à CNN que o Brasil encontra-se em um estado de guerra contra o crime organizado. A afirmação foi acompanhada de um posicionamento contundente sobre a necessidade de uma intervenção estatal forte nas regiões mais afetadas pelo crime, reforçando sua visão de que o combate à criminalidade deve ser prioridade na agenda de segurança pública do país.
Durante a entrevista, Renan Santos foi questionado sobre a possibilidade de sua postura ser interpretada como uma tentativa de autoritarismo. Ele negou essa acusação, argumentando que seu objetivo é, na verdade, fortalecer a democracia nas áreas dominadas pelo crime. Segundo o candidato, há uma grave violação dos direitos humanos fundamentais nesses locais, especialmente os direitos de vida, liberdade e propriedade, considerados por ele como os três principais direitos humanos de primeira geração.
Ele explicou que sua proposta inclui uma presença estatal mais firme nessas comunidades, buscando garantir esses direitos básicos. Para ilustrar sua visão, Renan Santos afirmou que, em regiões controladas pelo crime, como favelas e áreas de alta criminalidade, os moradores não têm acesso à propriedade, pois traficantes e criminosos locais impõem suas próprias regras de posse e moradia. Ele citou exemplos específicos, como a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde, segundo ele, pedir um serviço de transporte, como um Uber, pode resultar em agressões físicas.
O candidato também destacou que, nesses locais, a liberdade de escolha do cidadão é severamente limitada. Ele afirmou que, ao tentar exercer direitos básicos, como solicitar um transporte por aplicativo, o morador pode ser vítima de violência. Além disso, Renan Santos destacou as altas taxas de mortalidade nesses ambientes, reforçando a urgência de uma intervenção estatal forte para garantir a segurança e os direitos humanos.
Ao reforçar sua posição, Renan Santos afirmou que sua candidatura representa um “plebiscito” sobre a questão da guerra contra o crime. Ele convidou os eleitores a refletirem sobre essa questão na hora de votar, dizendo que quem acredita que o Brasil não está em guerra deve votar em outros candidatos, como Lula, Flávio Bolsonaro ou Cury. Para ele, esses candidatos representam uma visão de que tudo está sob controle ou que a situação não exige uma mudança radical na abordagem de segurança pública.
Por outro lado, Renan Santos declarou que, se o eleitor concordar com a ideia de que há uma guerra em andamento, ele é o candidato que oferece uma resposta firme e de combate ao crime organizado. Ele afirmou que sua eleição será um “plebiscito” sobre o tema, reforçando sua postura de que o país precisa de uma estratégia de guerra contra o crime organizado, com uma presença estatal mais robusta nas áreas mais afetadas.
A declaração do candidato evidencia uma postura de forte enfrentamento ao crime, alinhada à sua visão de que a segurança pública deve ser tratada como uma questão de guerra, com ações decisivas para garantir os direitos básicos dos cidadãos e combater a criminalidade de forma efetiva.








