O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, do Partido Novo, declarou nesta quarta-feira (8) que o Partido dos Trabalhadores (PT) não deverá apresentar um candidato próprio na disputa pelo governo de Minas Gerais nas eleições de outubro. A afirmação foi feita durante a Agenda dos Presidenciáveis, evento promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizado em Brasília.
Zema criticou a trajetória do PT em Minas, lembrando que a legenda não concorre ao governo estadual desde 2018. Ele afirmou que, neste ano, o partido estaria buscando um “boi de piranha” para a disputa, referindo-se ao senador Rodrigo Pacheco e à prefeita de Contagem, Marília Campos, que foram cogitados como possíveis candidatos. Segundo Zema, a associação do PT em Minas é sinônimo de “corrupção e destruição”, o que teria afastado potenciais candidatos da legenda.
Paralelamente, fontes próximas ao Palácio do Planalto indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está considerando a candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas. Ananias já ocupou o cargo de prefeito de Belo Horizonte e teve uma longa trajetória política dentro do partido, o que poderia torná-lo um nome viável para a disputa.
Durante sua participação no evento, Zema também abordou questões prioritárias que, segundo ele, merecem atenção do eleitorado. Um dos tópicos destacados foi a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa modificar a jornada de trabalho, permitindo uma negociação mais flexível entre trabalhadores e empregadores. O pré-candidato posicionou-se favoravelmente a essa mudança, argumentando que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) muitas vezes restringe a quantidade de horas que um trabalhador deseja atuar.
Além disso, Zema fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a Corte está repleta de “frutas podres” e defendeu uma reforma que inclua a imposição de uma idade mínima de 60 anos para os ministros, a escolha dos indicados a partir de uma lista prévia e o fim das decisões monocráticas.
O pré-candidato também se referiu ao processo por calúnia que enfrenta devido a declarações feitas contra o ministro Gilmar Mendes. Ele negou qualquer relação com o empresário Daniel Vorcaro, em resposta a reportagens que associaram viagens de ministros do STF em jatinhos do ex-banqueiro a uma suposta influência política.
O evento contou ainda com a presença do pré-candidato Ronaldo Caiado, do PSD, que criticou a condução do presidente Lula em relação ao “tarifaço” e à investigação comercial iniciada pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação americana. Caiado argumentou que esse tema não deve ser abordado apenas no contexto da campanha eleitoral, ressaltando a importância de uma discussão mais ampla e aprofundada.









