O candidato ao Governo de Minas Gerais pelo Partido Liberal (PL), Flávio Roscoe, confirmou ter recebido um total de R$ 3,3 milhões de recursos provenientes da direção nacional e estadual do partido para financiar sua campanha eleitoral. Apesar do volume expressivo de recursos, Roscoe afirmou categoricamente que não utilizaria verbas do Fundo Eleitoral, justificando que o montante recebido corresponde a doações feitas ao partido, e não ao fundo público destinado às campanhas.
O valor de R$ 2,6 milhões foi repassado pelo diretório nacional do PL, enquanto outros R$ 759 mil vieram da direção estadual da legenda. Esses recursos, segundo a campanha do candidato, são oriundos de doações privadas feitas ao partido, e o repasse ao candidato foi realizado estritamente dentro dos trâmites legais previstos na legislação eleitoral brasileira. A equipe de campanha de Roscoe destacou que, apesar de o valor ter passado pelo partido, ele não vem do Fundo de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), que atualmente conta com um orçamento de aproximadamente R$ 881,7 milhões, sendo o maior doador entre os partidos políticos, devido ao tamanho de sua bancada na Câmara dos Deputados.
Roscoe, que tem uma trajetória marcada por críticas ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), também ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), reforçou sua posição de não utilizar recursos do fundo público em sua campanha. Durante uma agenda de campanha realizada em Belo Horizonte em 22 de agosto, ele declarou que o partido está sem nenhum fundo partidário e que sua estratégia é conquistar apoio de eleitores de direita, acreditando em um crescimento eleitoral contínuo. Para ele, essa postura reforça seu compromisso com a transparência e a honestidade na gestão financeira de sua campanha.
Além do aporte do diretório nacional, Roscoe recebeu R$ 500 mil de dois outros doadores, Ailton Ricaldoni Lobo e Robert Carlos Lyra, além de R$ 900 mil de Carlos Geo Quick, totalizando uma arrecadação significativa de doações privadas. Essas doações, segundo a legislação eleitoral, ficam registradas no portal de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), garantindo transparência e controle sobre as fontes de financiamento das campanhas.
A discussão em torno do uso de recursos públicos versus privados nas campanhas eleitorais tem sido constante no cenário político brasileiro, especialmente com o aumento do valor disponível no Fundo Eleitoral. No caso de Roscoe, sua equipe reforça que toda a arrecadação e o repasse de recursos estão em conformidade com as regras eleitorais, e que a estratégia de não utilizar o fundo público é uma postura de transparência e alinhamento com seus princípios políticos.








