A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta quarta-feira (4) que pretende conversar com Davi Alcolumbre (União-AP) e pedir o voto do parlamentar na eleição para a Presidência do Senado Federal. A escolha do próximo comandante da Casa está marcada para 1º de fevereiro, e a senadora trabalha para viabilizar sua candidatura como uma alternativa às articulações que envolvem Alcolumbre e Rogério Marinho (PL-RN).
Alcolumbre é citado como um dos nomes que participam das negociações em torno do comando do Senado. Apesar disso, Tereza Cristina disse que pretende buscar o apoio do parlamentar. Segundo ela, a defesa de uma mulher como sucessora na presidência da Casa já foi apresentada ao senador do União pelo Amapá.
“Vou até pedir voto para o senador Davi Alcolumbre porque eu já disse a ele que ele precisava ter uma mulher como sucessora”, declarou Tereza Cristina.
A movimentação da senadora ocorre no mesmo dia em que Rogério Marinho anunciou oficialmente sua candidatura à Presidência do Senado. Enquanto o parlamentar do PL formalizou a intenção de disputar o cargo, Tereza Cristina ainda tenta consolidar sua posição entre os 81 senadores que participarão da eleição e ampliar o número de apoios em torno de seu nome.
Para a senadora, a fase atual da disputa deve ser marcada por conversas individuais e pela identificação dos votos que, de fato, estão comprometidos com cada candidatura. Ela afirmou que pretende dialogar com todos os integrantes da Casa, incluindo aqueles que ainda não declararam publicamente qual posição deverão adotar na eleição.
“Eu acho que agora é hora de conversar com todo mundo e saber realmente aqueles que não querem falar, os que querem falar e contabilizar esses votos”, disse.
Senadora avalia possível transferência de votos
Tereza Cristina também analisou como o quadro eleitoral poderia mudar caso um dos principais concorrentes desistisse da disputa. Na avaliação da senadora, uma parcela dos votos hoje associados a Rogério Marinho poderia ser direcionada à sua candidatura se o senador do PL deixasse de concorrer.
Ao mesmo tempo, ela ponderou que uma eventual retirada de seu próprio nome não significaria, necessariamente, a transferência automática de todos os seus apoiadores para Marinho. Para Tereza Cristina, a distribuição dos votos ainda depende das negociações que serão realizadas até a definição das candidaturas e da contagem efetiva dos apoios.
“Os votos, eu quero dizer: muitos dos votos que Rogério tem, se ele não for candidato, eu os terei. E se eu não for candidata, os votos também que eu tenho, eu não sei se todos vão para ele. Essa contabilidade que nós vamos fazer mais para frente”, declarou.
Tereza Cristina busca se apresentar como alternativa na disputa
Aliados da senadora trabalham para posicioná-la como uma espécie de terceira via na eleição. Nesse cenário, Alcolumbre aparece associado ao apoio de setores governistas, enquanto Rogério Marinho é tratado como o candidato ligado à oposição. A estratégia de Tereza Cristina é atrair parlamentares que não desejam a recondução de Alcolumbre, mas que também demonstram resistência à candidatura do senador do PL.
Os defensores do nome de Tereza Cristina avaliam que ela mantém diálogo com diferentes grupos políticos do Senado, incluindo parlamentares alinhados ao governo. Essa capacidade de circulação entre bancadas é vista como um possível instrumento para conquistar votos de partidos do Centrão.
A senadora tenta, portanto, reunir o apoio de parlamentares que procuram uma opção intermediária entre os dois principais polos da disputa. A eleição está prevista para 1º de fevereiro, e as negociações devem continuar até que os grupos políticos concluam a definição de seus candidatos e alianças.








