O vereador de Ipatinga, Werley Glicério Furbino de Araújo, conhecido como Ley do Trânsito, foi liberado da prisão na quarta-feira, 8 de novembro, após pagar uma fiança de R$ 24 mil, determinada pela Justiça Federal durante a audiência de custódia. O parlamentar, que também exerce a função de investigador da Polícia Civil de Minas Gerais, foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma abordagem na BR-262, na cidade de Betim, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A prisão ocorreu durante uma fiscalização de rotina no dia 7 de novembro, quando os agentes da PRF encontraram em seu veículo canetas emagrecedoras de origem paraguaia, que estavam sem a documentação necessária para importação e comercialização no Brasil. Após a apreensão, Ley do Trânsito foi levado para a sede da Polícia Federal e, em seguida, transferido para a Casa do Policial, também conhecida como Casa de Custódia da Polícia Civil, situada no bairro Horto, na Região Leste de Belo Horizonte.
Com a quitação da fiança, o vereador poderá responder ao processo em liberdade. A assessoria do parlamentar divulgou uma nota afirmando que Ley do Trânsito “prestou os esclarecimentos solicitados pelas autoridades e vai continuar colaborando com os procedimentos em andamento”. A defesa do vereador alegou que as canetas eram destinadas ao uso pessoal e de familiares, negando qualquer intenção de comercialização dos produtos apreendidos.
O caso está sob investigação das autoridades federais, que buscam esclarecer as circunstâncias relacionadas à importação e ao transporte das canetas emagrecedoras. A Câmara Municipal de Ipatinga, por sua vez, declarou que está acompanhando a situação, mas não forneceu informações sobre a possibilidade de abertura de um procedimento disciplinar contra o vereador, o que poderia resultar em punições ou até mesmo na cassação de seu mandato.
A detenção de Ley do Trânsito levanta questionamentos sobre a atuação de figuras públicas e as implicações legais de suas ações. A situação é acompanhada de perto pela população e pela mídia local, uma vez que envolve um representante eleito e um investigador da polícia, o que pode impactar a percepção da sociedade em relação à ética no serviço público.
A continuidade das investigações será crucial para determinar a responsabilidade do vereador e as possíveis consequências legais que ele poderá enfrentar. A repercussão do caso também poderá influenciar a atuação e a imagem da Câmara Municipal de Ipatinga, especialmente em um momento em que a confiança da população nas instituições públicas é frequentemente questionada.









