Um dos títulos de destaque na Netflix desde 2015, o filme “A Onda”, dirigido por Roar Uthaug, tem chamado a atenção do público brasileiro por sua abordagem de um desastre natural extremo na Noruega. A produção narra a história fictícia de um desastre causado por um deslizamento de pedras que gera uma onda gigante, colocando em risco a vida de um geólogo interpretado por Kristoffer Joner e de sua família, vivida por Ane Dahl Torp e Jonas Hoff Oftebro. Apesar de a narrativa ser ficcional, a inspiração do filme vem de um fenômeno real ocorrido na Noruega, que reforça a relevância do tema.
Na trama, o desastre natural resulta na formação de uma onda de aproximadamente 76 metros de altura, que ameaça uma cidade costeira. A história acompanha a luta pela sobrevivência dos personagens diante de uma força da natureza que parece incontrolável. A produção foi bem recebida pela crítica na época de seu lançamento, destacando-se por sua abordagem realista e pelo impacto visual das cenas de desastre.
Em entrevista concedida ao The Hollywood Reporter na ocasião do lançamento, o diretor Roar Uthaug revelou que o filme foi inspirado em um episódio verídico datado de 1934, quando um deslizamento de terra na Noruega provocou um tsunami que matou cerca de 40 pessoas. Apesar de o incidente não ter sido exatamente igual ao que é retratado na ficção, ele serve de base para o roteiro, reforçando a possibilidade de eventos semelhantes voltarem a ocorrer no país, devido à sua geografia e à presença constante de fenômenos naturais extremos.
A relação com a natureza é um elemento central na narrativa, uma vez que, mesmo sendo um país considerado rico e socialmente seguro, a Noruega possui uma relação complexa com seus ambientes naturais. Segundo Uthaug, os moradores do país convivem diariamente com a ameaça de desastres naturais, o que acrescenta uma camada de realismo à história. Além disso, o diretor revelou que buscou inspiração em produções norte-americanas do gênero, como “Twister” e “Armageddon”, com o objetivo de combinar elementos tradicionais de filmes de desastre com a realidade norueguesa.
O filme foi selecionado para representar a Noruega na disputa pelo Oscar de Melhor Filme Internacional de 2016, mas não conseguiu avançar para a lista final de indicados. Apesar disso, “A Onda” conquistou reconhecimento da crítica internacional, que o avaliou positivamente. No site Rotten Tomatoes, especializado em avaliações de filmes, a produção possui uma aprovação de 83% entre os críticos, enquanto o público avalia a obra com uma taxa de 65%, baseada em mais de cinco mil avaliações. Esses números refletem o sucesso de “A Onda” tanto em termos de recepção crítica quanto de popularidade, consolidando-se como uma produção relevante no gênero de desastres naturais.






