Campeão da Copa Libertadores pelo Atlético em 2013, o ex-volante Gilberto Silva vê equilíbrio no confronto entre o Galo e o Grêmio pela semifinal da Copa do Brasil. As equipes se enfrentam neste domingo (1º/11), no jogo de ida, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Em entrevista exclusiva a O TEMPO Sports, o ex-jogador afirmou que não há favoritismo definido na disputa por uma vaga na decisão.
Segundo Gilberto Silva, os times vivem momentos diferentes no Campeonato Brasileiro, com o Atlético em posição melhor na tabela, mas isso não é suficiente para estabelecer uma vantagem clara na Copa do Brasil. Para ele, o Grêmio terá o apoio da torcida em casa, enquanto o Atlético precisará cumprir bem sua missão fora de seus domínios, levando em consideração que ainda haverá o segundo jogo da semifinal.
“Não vou arriscar palpite. São duas equipes fortes. No Brasileiro vivem momentos distintos, mesmo com o Atlético melhor na tabela. Na Copa do Brasil, ninguém tem uma vantagem exata, mas o Grêmio joga com a torcida a favor, que vai aproveitar essa ascensão do time e fazer o máximo de barulho. Não tem favoritismo. Para o Atlético, fora de casa, é fazer bem o dever. Tem o segundo jogo ainda”, afirmou o ex-volante.
Equipes chegam à semifinal em momentos distintos
O ex-jogador também analisou a fase recente dos dois clubes. O Grêmio chega ao confronto após reagir na temporada e conquistar duas vitórias consecutivas. O Atlético, por outro lado, tenta interromper uma sequência de três derrotas e retomar os resultados positivos.
Na avaliação de Gilberto Silva, a própria natureza da Copa do Brasil pode alterar o cenário vivido pelas equipes no Campeonato Brasileiro. Ele destacou o peso da competição e a tradição dos dois clubes em torneios decisivos, além da oportunidade de alcançar a final e garantir antecipadamente uma vaga na Copa Libertadores.
“Um momento importante para as duas equipes. O Grêmio, nos últimos jogos, deu uma retomada que era importante. O Atlético, mesmo com os últimos resultados negativos, Cruzeiro e Flamengo, muda a competição e muda o foco dos jogadores. É uma competição que tem um peso importante, são clubes de tradição, copeiros. É uma grande oportunidade para ir a uma final e antecipar a vaga na Libertadores. Acredito que será um belo jogo e minha expectativa é a melhor possível”, avaliou.
Desfalques aumentam a importância dos elencos
Atlético e Grêmio também chegam à semifinal com ausências. O time mineiro não poderá contar com seis jogadores, enquanto a equipe gaúcha tem quatro desfalques. Para Gilberto Silva, situações como essa reforçam a necessidade de os treinadores terem grupos qualificados e de os atletas que recebem oportunidade estarem preparados para atuar.
O ex-volante ressaltou que jogadores importantes podem ficar fora em momentos decisivos, mas que as substituições fazem parte da dinâmica de uma temporada. Na visão dele, quem vinha tendo menos espaço passa a ter a possibilidade de contribuir diretamente em uma fase importante da competição.
“Aí entra o trabalho do treinador e do grupo, a importância de se ter um grupo forte. Você tem jogadores que são importantes em determinados momentos e que não podem atuar, é o caso agora. E quem não vinha jogando é uma grande oportunidade para fazer seu trabalho e ajudar a equipe. Isso acontece. Quem entrar precisa estar preparado”, destacou.
Gilberto Silva ainda classificou como um privilégio disputar partidas de alto nível nas fases decisivas. Para ele, os atletas precisam aproveitar a oportunidade de participar de uma semifinal e manter o foco, já que, depois do confronto, será necessário mudar novamente a atenção para outra competição.
“Acredito que é o melhor momento para o jogador, viver momentos assim e chegar nas fases finais. É muito prazeroso. Você poderia estar sentado no sofá e lamentando. Chegar em competições importantes nesse estágio é um privilégio. Cada jogador tem que aproveitar esse momento. Quando acabar esse jogo, vira a chave para a outra competição”, completou.
Trajetória de Gilberto Silva inclui títulos pelo Atlético
Revelado pelo América-MG, Gilberto Silva também foi campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002. O ex-volante construiu ainda uma trajetória vitoriosa no Atlético, clube pelo qual teve duas passagens e disputou 122 partidas, com nove gols marcados.
Com a camisa atleticana, conquistou os títulos do Campeonato Mineiro de 2000 e de 2013. Ele também integrou o elenco que venceu a Copa Libertadores de 2013, um dos principais troféus da história do clube, e foi titular nas duas partidas da semifinal contra o Newells Old Boys, da Argentina.
Além da ligação com o Atlético, Gilberto Silva teve uma breve passagem pelo Grêmio. A experiência nos dois clubes dá ao ex-jogador uma perspectiva particular sobre o confronto que abre a disputa por uma vaga na final da Copa do Brasil.









