Um casal foi preso nesta quarta-feira (2) em Lagoa Santa, na Grande BH, acusado de matar e ocultar o corpo do próprio filho, um bebê de oito meses. Os dois estavam escondidos numa pousada e, segundo a Polícia Civil, confessaram que a criança morreu ainda em novembro de 2025, em Ipatinga, no Vale do Aço, depois de receber uma dose excessiva de calmante para dormir. Ao perceber que o menino já não tinha sinais vitais, decidiram jogar o corpo em um rio da cidade.
O caso só veio à tona no último dia 27 de maio, quando pessoas próximas à mãe procuraram a Polícia Militar dizendo ter recebido mensagens dela nas quais afirmava que o filho havia morrido. A partir daí, as versões começaram a se contradizer.
A mulher primeiro falou em agressão, depois culpou o companheiro. Os militares foram até a casa do casal, em Lagoa Santa, encontraram o imóvel em condições precárias e ouviram relatos que não batiam. O homem disse que a criança morreu depois de ingerir clonazepam e que o corpo foi descartado por uma conhecida da família.
Naquele momento, como não havia flagrante, os dois foram ouvidos e liberados. Mas a polícia seguiu investigando. Reuniu elementos que sustentavam a prática de crime contra a vida, pediu a prisão preventiva, e a Justiça autorizou. Agora, as diligências continuam para localizar os restos mortais do bebê, esclarecer todas as circunstâncias da morte e verificar se outras pessoas participaram do crime.






