Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada na quinta-feira (2), revela que 37,6% dos eleitores brasileiros associam o caso Master a aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 36% apontam para conexões com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O levantamento sugere um empate técnico entre as duas correntes políticas, refletindo a polarização atual no país.
O estudo, que entrevistou 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho, também indicou que a maioria dos participantes, cerca de 71,4%, está atenta às investigações que envolvem o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do PT no Senado, em relação ao caso Banco Master. Outros 22,5% afirmaram ter ouvido falar sobre o assunto, mas sem muitos detalhes, enquanto 6,1% disseram não ter conhecimento sobre a questão. A margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual, com um intervalo de confiança de 95%.
A inclusão do nome de Jaques Wagner na pesquisa se deve a investigações da Polícia Federal que buscam esclarecer possíveis vínculos entre o senador, sua família e empresas ligadas ao liquidado Banco Master. Segundo a PF, foram encontrados indícios de que o parlamentar poderia ter recebido vantagens econômicas indevidas, seja diretamente ou por meio de familiares e pessoas de confiança. A operação, que teve início em 18 de junho, levou Wagner a buscar apoio político e a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a deflagração da operação, Jaques Wagner decidiu deixar a liderança do governo no Senado, uma medida que foi apoiada por outros líderes do governo. Em declarações, o senador enfatizou que sua prioridade é provar sua inocência e se dedicar à reeleição do presidente Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e à sua própria reeleição, ao lado de Rui Costa, para o Senado. Os advogados do senador argumentam que houve “erros graves” na operação e sustentam que Wagner nunca atuou no Congresso Nacional para beneficiar o Banco Master.
Apesar de seu afastamento da liderança, Wagner reafirmou seu compromisso em apoiar a candidatura de Lula durante uma agenda do presidente na Bahia, destacando que está “firme” na defesa do nome do chefe do Executivo para as eleições deste ano.
A pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04582/2026. O estudo reflete a complexidade do cenário político brasileiro e a maneira como os eleitores percebem a responsabilidade de figuras políticas em casos de corrupção e irregularidades.









