O apresentador Rodrigo Hilbert afirmou ter vivido um período de pânico e depressão durante sua passagem pela Globo, relatando ainda ter tido um “apagão” que resultou em uma batida na traseira de outro carro ao deixar o Projac. A revelação foi feita durante participação no podcast Zen Vergonha, apresentado pela esposa Fernanda Lima, com quem ele divide a produção do conteúdo. Hilbert descreve uma fase marcada por dúvidas profissionais e emocionais, que se confundiam com a direção de sua carreira na televisão.
Segundo o relato do apresentador, ele seguiu oportunidades na área artística sem ter clareza sobre o que realmente desejava fazer. “Eu fui modelo, não sei se eu queria ser, eu fui ator, não sei se eu queria ser”, disse ao podcast. A afirmação ilustra uma busca constante por identidade profissional ao longo de anos de atuação, especialmente durante uma década em novelas, período no qual ele enfrentou dificuldades para lidar com sentimentos que não compreendia plenamente. “Eu passei por um momento difícil de… putz de acho que pânico, depressão, sem entender muito os sentimentos que eu tava sentindo”, desabafou, destacando a complexidade emocional que o acompanhava naquela era.
Hilbert também abordou o medo de parar para pensar e de praticar atividades que poderiam contribuir para o seu bem-estar, citando a resistência a métodos como meditação e ioga. “Eu tinha pânico de parar para pensar, para meditar, para fazer ioga”, afirmou, ressaltando que a autocrítica e a pressão interna dificultavam a adoção de medidas de autocuidado. O relato reforça a ideia de que, mesmo sob os holofotes, o peso psicológico pode acompanhar quem vive de perto da indústria do entretenimento.
A revelação ganhou contorno ao mencionar o episódio específico que serviu como ponto de inflexão. Ao deixar o Projac, Hilbert sofreu um apagão que resultou na batida na traseira de outro veículo. Esse incidente, segundo ele, o fez reconhecer que não estava bem emocionalmente e que precisava encarar de forma mais direta o que sentia. “Foi nesse momento que eu comecei a encarar a ioga um pouco mais de frente”, explicou, descrevendo a virada que ocorreu a partir daquele momento.
A partir desse episódio, o apresentador passou a buscar mudanças em sua vida pessoal e profissional. Ele relatou ter pedido ajuda à esposa para entender suas preferências e descobrir que caminho seguir. Fernanda Lima, segundo Hilbert, sugeriu que ele investisse na cozinha, uma área que, ao longo do tempo, acabou se tornando uma nova identidade profissional para ele. Atualmente, Rodrigo Hilbert atua como apresentador de programas ligados à culinária, incluindo Tempero De Família e Bem Juntinhos, ambos exibidos no canal GNT, consolidando uma nova etapa na carreira que nasce de experiências pessoais de enfrentamento de dificuldades emocionais.
O relato de Hilbert, ao vivo no podcast em que participa ao lado de Fernanda Lima, alinha-se a uma discussão mais ampla sobre saúde mental na indústria do entretenimento, revelando como profissionais que trabalham sob pressão também podem enfrentar crises internas que, quando reconhecidas, abrem espaço para reorientação profissional. A transição de Hilbert, de ator e modelo de entretenimento para apresentador de programas de culinária, é apresentada como um desfecho de um processo de autoconhecimento que teve início em um momento de crise.
Hoje, o apresentador mantém o foco na cozinha como eixo central de sua atuação, com programas que ampliam o alcance de seu trabalho além das novelas. A trajetória evidencia não apenas a versatilidade de Hilbert, mas também a importância de ouvir o próprio ritmo e buscar atividades que ofereçam satisfação e sentido pessoal, mesmo quando a carreira parece orientada por caminhos já traçados pela indústria. A narrativa, compartilhada com a audiência, reforça a ideia de que mudanças de rumo podem surgir de momentos de vulnerabilidade, desde que haja disponibilidade para aceitar ajuda e explorar novas possibilidades.






