Um homem de 32 anos e uma mulher de 21 foram presos na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na última sexta-feira (11), após a descoberta de um crânio humano dentro de uma sacola, em uma ocorrência que chamou atenção pelo envolvimento de um funcionário de cemitério e pela circulação de material de origem ilícita.
A ação policial teve início após o sistema de monitoramento do Centro Integrado de Comando e Controle de Contagem (CICCM) identificar três mulheres deixando o Cemitério Bom Jesus, localizado na cidade, com objetos considerados suspeitos dentro de sacolas. A partir dessa informação, uma equipe da Guarda Civil foi acionada para localizar as suspeitas e realizar abordagem na unidade do Supermercado BH, onde as três mulheres foram encontradas.
Durante a abordagem, os agentes de segurança localizaram uma sacola contendo um crânio humano, que estava em posse de uma das mulheres. Questionadas pelos guardas, elas relataram que o crânio havia sido entregue por um funcionário do próprio cemitério, o que levou os policiais a retornarem ao local para apuração mais detalhada.
Ao chegar ao Cemitério Bom Jesus, os agentes localizaram um homem de 32 anos, funcionário do estabelecimento, que confirmou ter repassado o material à mulher. Segundo o relato dele, ele não tinha conhecimento de que sua conduta fosse ilícita, alegando desconhecer a origem do crânio ou como teve acesso ao material. A Polícia Civil foi acionada e o funcionário foi conduzido à Delegacia de Plantão para as providências cabíveis.
A origem do crânio e os detalhes de como o trabalhador teve acesso ao material ainda não foram esclarecidos pelas autoridades. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que as duas pessoas detidas serão ouvidas por meio da Central Estadual do Plantão Digital, mas até o momento não há informações sobre possíveis prisões em flagrante ou outras medidas judiciais que possam ser adotadas. O material foi recolhido por uma equipe do rabecão e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), localizado no bairro Gameleira, em Belo Horizonte, para análise e possível identificação.
A investigação continua em andamento, com o objetivo de esclarecer a origem do crânio e as circunstâncias que envolveram sua retirada do cemitério, bem como a possível participação de outros envolvidos. A Polícia Civil afirmou que novas informações poderão ser divulgadas após a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária.
Este caso evidencia a complexidade de investigações relacionadas a materiais anatômicos de origem ilícita e reforça a necessidade de fiscalização rigorosa em cemitérios e locais similares, além de levantar questões sobre o controle e a fiscalização de materiais de valor histórico ou biológico.








