Os trabalhadores bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil na região de Belo Horizonte aprovaram nesta sexta-feira, dia 4 de novembro, a realização de uma greve por tempo indeterminado, com início previsto para a próxima quinta-feira, dia 10 de novembro. A decisão foi tomada após assembleias realizadas pelo Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, que representa profissionais de 55 cidades do entorno. A mobilização ocorre em resposta às insatisfações dos empregados diante das negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026, consideradas insatisfatórias pelos representantes da categoria.
Segundo informações divulgadas pelo sindicato, os bancários consideraram insuficientes os pontos negociados até o momento e rejeitaram as propostas apresentadas pelos bancos durante as negociações. A entidade sindical destacou que a decisão de paralisar as atividades por tempo indeterminado visa garantir o exercício do direito de greve com respaldo jurídico, adotando todos os procedimentos legais necessários para assegurar a proteção dos trabalhadores que atuam nas agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil na capital mineira e na região metropolitana.
A paralisação, que começará na próxima semana, visa pressionar as instituições financeiras a apresentarem propostas mais alinhadas às expectativas da categoria, especialmente em relação a questões de reajustes salariais, condições de trabalho e benefícios. Os bancários da Caixa e do Banco do Brasil reforçam que a decisão foi tomada após uma avaliação de que as negociações atuais não atendem às reivindicações da categoria, que busca melhorias nas condições de trabalho e valorização salarial.
Enquanto isso, os trabalhadores de bancos privados na mesma região optaram por não aderir à greve. De acordo com o sindicato, esses profissionais aprovaram as propostas negociadas entre o Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários, e decidiram manter suas atividades normalmente. Essa divisão reflete a complexidade do cenário de negociações, com diferentes posições entre os setores públicos e privados do sistema financeiro.
A reportagem entrou em contato com representantes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para obter comentários sobre a decisão de greve, mas até o momento não houve retorno oficial das instituições. O espaço permanece aberto para futuras manifestações ou esclarecimentos por parte das entidades bancárias.
A greve por tempo indeterminado dos bancários da Caixa e do Banco do Brasil representa um momento de tensão nas relações trabalhistas do setor financeiro na região de Belo Horizonte, evidenciando o impasse nas negociações salariais e de condições de trabalho. A mobilização deve impactar o atendimento ao público, reforçando a importância de uma resolução rápida para evitar prejuízos aos clientes e à economia local.








