Viajar com crianças pode ser um desafio, mas um bom planejamento e organização são essenciais para transformar a experiência em algo agradável. Com a expectativa de movimentar aproximadamente 1,14 milhão de passageiros até o final de julho, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins, exemplifica a intensa movimentação da alta temporada de férias escolares. Para garantir que a viagem ocorra sem contratempos, é fundamental que os responsáveis se preparem com antecedência.
Um dos primeiros passos para uma viagem tranquila é envolver as crianças na dinâmica do voo. Explicar as diferentes etapas do processo, como check-in, inspeção de segurança e embarque, pode ajudar a reduzir a ansiedade. Além disso, é recomendável que as famílias cheguem ao aeroporto com uma antecedência mínima de duas horas para voos nacionais e três horas para voos internacionais. Esse tempo extra não apenas facilita o cumprimento das etapas necessárias, mas também permite que as crianças aproveitem as opções de entretenimento disponíveis nos terminais.
Fabiano Reis, gestor de Operações, Segurança e Experiência do Passageiro do BH Airport, enfatiza a importância da organização prévia. “Para que a experiência de viajar em família comece da melhor forma, é fundamental que os responsáveis se organizem com antecedência, conferindo documentos, autorizações e orientações da companhia aérea. O aeroporto é o primeiro capítulo dessas férias”, afirma Reis.
Orientações para documentação e bagagem
Uma das principais recomendações é manter toda a documentação da família em um local de fácil acesso. No Brasil, crianças até 11 anos e 11 meses podem viajar acompanhadas dos pais ou parentes de até terceiro grau com a apresentação da certidão de nascimento ou um documento com foto. Para crianças acima de 12 anos, a apresentação de um documento de identidade (RG ou passaporte) é obrigatória. Em viagens internacionais, é necessário que o passaporte esteja válido e que haja uma autorização expressa registrada de ambos os pais, caso um deles não esteja presente.
Além disso, é importante que a mala de mão seja prática e funcione como um suporte durante o trajeto. Evitar excessos é crucial; leve apenas o essencial, como uma troca de roupa, medicamentos habituais, fraldas, lenços umedecidos e um casaco. Brinquedos silenciosos, livros ou cadernos de atividades podem entreter as crianças, e uma pequena novidade pode ser útil para momentos em que a paciência se esgota.
Segurança e adaptação da rotina
Em ambientes movimentados, como aeroportos, é vital estabelecer regras de segurança com as crianças. Combine com elas a importância de permanecer em locais visíveis e de procurar um funcionário uniformizado caso se separem da família. Para crianças menores, pulseiras de identificação com o telefone dos pais são uma medida recomendada.
Outro aspecto a ser considerado é a adaptação da rotina da criança ao horário do voo. É importante respeitar os horários habituais de sono e alimentação ao planejar o deslocamento. Transformar a observação das informações dos voos nos painéis e portões de embarque em uma “missão” divertida pode ajudar a manter o interesse e a atenção das crianças.
Identificação e objetos de conforto
Por fim, não se esqueça de etiquetar todas as malas, mochilas e carrinhos de bebê com o nome e telefone do responsável. Brinquedos de apego, como paninhos e bichos de pelúcia, que ajudam as crianças a se sentirem mais confortáveis, devem ser mantidos na mala de mão para evitar estresses durante o voo.
Com essas orientações, é possível tornar a viagem em família mais tranquila e segura, garantindo que todos aproveitem ao máximo a experiência.









