Um homem de 32 anos e uma mulher de 21 foram presos na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após serem encontrados com um crânio humano dentro de uma sacola. Ambos tiveram seus depoimentos realizados pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na sexta-feira (11) e, após o procedimento, pagaram fiança, o que resultou na sua liberação na manhã deste sábado (12). A confirmação da liberação foi divulgada pela corporação nesta data, enquanto as investigações continuam em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.
De acordo com informações da Polícia Civil, os dois foram ouvidos por meio da Central Estadual do Plantão Digital, procedimento padrão para registros de ocorrências dessa natureza. Ainda não foram divulgados o valor da fiança ou detalhes específicos sobre o enquadramento jurídico do caso, uma vez que as investigações permanecem em curso. A polícia informou que o objetivo agora é esclarecer a origem do crânio, sua procedência e o contexto em que o material foi encontrado.
O episódio teve início na sexta-feira, após o sistema de monitoramento do Centro Integrado de Comando e Controle de Contagem (CICCM) identificar três mulheres deixando o Cemitério Bom Jesus com objetos considerados suspeitos em sacolas. A equipe da Guarda Civil Municipal, apoiada pela Inspetoria de Rondas, localizou as três mulheres dentro de uma unidade do supermercado BH, no mesmo município. Durante a abordagem, foi localizado um crânio humano dentro de uma sacola que uma das mulheres carregava.
Segundo relato das autoridades, a mulher de 21 anos afirmou que recebeu o crânio de um funcionário do Cemitério Bom Jesus. Com essa informação, os agentes retornaram ao local e localizaram o homem de 32 anos, que confirmou ter entregue o material à mulher. O funcionário afirmou ainda que desconhecia qualquer ilicitude na conduta e que não tinha conhecimento de onde o crânio teria sido retirado ou como o acesso ao material foi possível.
A Guarda Civil informou que o crânio foi recolhido por um rabecão e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), localizado no bairro Gameleira, em Belo Horizonte. O material será submetido a exames periciais que deverão determinar sua origem e possíveis conexões com outros fatos. Até o momento, as investigações buscam esclarecer de onde exatamente o crânio foi retirado, além de apurar o envolvimento de outras pessoas ou possíveis motivos para o transporte do material.
Este caso chamou atenção por envolver materiais de caráter macabro e por levantar questões sobre possíveis irregularidades em procedimentos de sepultamento ou acesso a ossadas em cemitérios da região. A Polícia Civil reforça que continuará investigando para esclarecer a origem do crânio e as circunstâncias que envolveram sua retirada, bem como o papel de cada pessoa envolvida na situação.









