O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira, 2 de outubro, que a Globo de televisão “descobriu que não é dona de tudo” após o cancelamento do debate presidencial previsto para esta semana. A afirmação foi feita durante o último ato de campanha no Rio de Janeiro, a apenas dois dias do primeiro turno das eleições de 2026. Lula comentou sobre a decisão da emissora de cancelar o encontro, que reuniria os principais candidatos ao Palácio do Planalto, após a desistência de alguns participantes e a controvérsia envolvendo questões judiciais e políticas.
O episódio teve início na quinta-feira, 1º de outubro, quando Lula anunciou que não participaria do debate promovido pela Globo, optando por participar de um podcast na mesma noite. Sua ausência já havia sido comunicada anteriormente, e a decisão gerou repercussão na campanha eleitoral. Além dele, o ex-deputado federal Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, também confirmou sua desistência do debate na mesma semana. Flávio alegou, por meio de suas redes sociais, uma suposta “censura imposta ao evento pelo TSE” (Tribunal Superior Eleitoral), o que contribuiu para a instabilidade na formação do encontro.
Com a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro, a Globo decidiu pelo cancelamento do debate, uma medida que gerou críticas de diferentes setores políticos e midiáticos. O evento, que contava com a participação de outros nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), não pôde ser realizado devido às ausências de seus principais convidados. A decisão também foi influenciada por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, favorável à participação de Renan Santos, o que aumentou a controvérsia em torno do formato e da realização do debate.
Lula, ao comentar o episódio, afirmou que a Globo “descobriu que é importante respeitar as pessoas” e que a situação demonstra que não há necessidade de um segundo turno, defendendo que a eleição seja concluída no domingo, dia 5 de outubro. Sua postura reforça a narrativa de que o cancelamento do debate foi uma consequência de pressões e disputas políticas, além de refletir a tensão existente entre os candidatos e os veículos de comunicação.
Este episódio evidencia o clima tenso que cerca o processo eleitoral de 2026, marcado por disputas institucionais e debates públicos acirrados. A decisão da Globo de cancelar o debate, em meio às ausências de Lula e de outros candidatos, evidencia também as dificuldades enfrentadas pela mídia na organização de eventos políticos em um cenário polarizado. A expectativa agora é de que as campanhas continuem focadas na mobilização dos eleitores para o primeiro turno, sem o tradicional confronto direto na televisão.







