O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, manifestou-se de forma contundente sobre a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de não comparecer ao debate presidencial que seria realizado na noite desta quinta-feira, 1º de outubro, na TV Globo. Em entrevista ao portal Metrópoles, Santos afirmou que não há justificativa para que Flávio evite um confronto direto entre os candidatos, ressaltando que a postura de fuga é incomum, especialmente vindo de um político jovem e aparentemente saudável, como o senador.
Renan Santos destacou que, diferentemente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem mais de 80 anos e, por isso, poderia justificar sua ausência, Flávio Bolsonaro, que possui a mesma idade do próprio Santos, poderia facilmente participar do debate. Segundo o candidato do partido Missão, a ausência de Flávio representa uma tentativa de evitar o embate de propostas e ideias, além de uma falta de coragem para enfrentar questionamentos públicos.
O candidato também aproveitou a oportunidade para criticar as ações de integrantes da direita política, que, segundo ele, têm atacado sua candidatura de forma injusta, rotulando-o de comunista, petista ou indígena. Desafiando seus adversários, Santos pediu que eles confrontassem suas críticas diretamente, sem recorrer a ataques indiretos ou discursos de ódio. Ele reforçou que, desde o início de sua campanha, assumiu compromissos públicos de não atacar seus oponentes, incluindo Flávio Bolsonaro, e que, por isso, propôs um debate focado em propostas, com mais tempo de fala para cada candidato.
A participação de Renan Santos no debate esteve marcada por uma disputa judicial. Na manhã do mesmo dia, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a TV Globo incluísse o candidato do partido Missão na lista de participantes do debate, após pedidos de sua legenda terem sido inicialmente rejeitados pela Justiça Eleitoral. No entanto, Flávio Bolsonaro anunciou sua desistência duas horas antes do início do evento, alegando que a decisão judicial representava uma interferência e uma forma de censura.
A situação se agravou ainda mais com uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a emissora de manter no cenário um púlpito vazio destinado a Lula, que já havia confirmado que não participaria do debate. Como consequência, a Globo optou por cancelar o evento poucas horas antes do horário previsto. Enquanto isso, Lula participou de uma entrevista ao Flow Podcast no mesmo período, e Flávio Bolsonaro realizou uma transmissão ao vivo nas redes sociais para justificar sua ausência, alegando que a decisão judicial e a interferência judicial comprometeram a realização do debate.







