Uma comunidade terapêutica foi interditada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após denúncias de irregularidades sanitárias e possíveis violações de direitos humanos. A ação aconteceu na quinta-feira (2), na Comunidade Terapêutica Morada do Altíssimo.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, 13 pessoas estavam acolhidas no local no momento da inspeção. Entre os problemas apontados estão ausência de alvará sanitário, suspeita de maus-tratos, permanência de pessoas de forma involuntária, restrição de contato com familiares e violação de privacidade.
A operação contou com a participação do Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Polícia Civil, Polícia Militar e Vigilância Sanitária Municipal.
Após a interdição, os acolhidos receberam encaminhamento conforme a necessidade de cada caso. De acordo com o MPMG, familiares foram contatados e os internos foram direcionados para serviços da Rede de Atenção Psicossocial e da assistência social.
Ainda segundo o Ministério Público, a mesma comunidade terapêutica já havia sido interditada em 2025, quando cerca de 60 pessoas estavam no local. Depois, os responsáveis conseguiram na Justiça uma desinterdição temporária, o que permitiu a reabertura. No entanto, as exigências para que a unidade continuasse funcionando não teriam sido cumpridas.
O MPMG informou que tem intensificado a fiscalização de comunidades terapêuticas em Minas Gerais. O objetivo é impedir irregularidades e proteger pessoas em situação de vulnerabilidade, principalmente em casos que envolvam suspeitas de maus-tratos, cárcere privado, trabalho irregular e descumprimento de normas sanitárias.







