Zohran Mamdani, prefeito de Nova York desde o início deste ano e o primeiro muçulmano a ocupar o cargo na cidade, tornou-se alvo de críticas por parte de republicanos e familiares de vítimas do ataque de 11 de Setembro durante as cerimônias de homenagem aos 25 anos do atentado. O episódio ocorreu nesta sexta-feira, 11 de setembro, data que marca o aniversário do maior ataque terrorista da história mundial, que resultou na morte de quase 3.000 pessoas.
No contexto das homenagens realizadas na cidade, uma petição com mais de 110 mil assinaturas foi criada para solicitar que Mamdani não participasse das cerimônias no Memorial do 11 de Setembro, localizado no local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center. Os signatários alegaram que o prefeito é “insuficiente crítico das ideologias extremistas”, o que gerou reações negativas entre os opositores.
Entre os que criticaram a presença de Mamdani estão figuras políticas de destaque, como o ex-prefeito Rudy Giuliani e o ex-governador George Pataki, ambos responsáveis por cargos na época do ataque, em 2001. Giuliani chegou a sugerir que Mamdani é uma pessoa “persona non grata” no tributo às vítimas. Além disso, Giuliani divulgou teorias da conspiração que possuem conotação islamofóbica, afirmando estar ofendido com a presença do prefeito na cerimônia e insinuando que Mamdani acredita que os ataques de 11 de Setembro não foram atos terroristas.
Outro republicano, Bruce Blakeman, pediu aos participantes do evento que desviassem o olhar durante a leitura dos nomes das vítimas, sugerindo que Mamdani não era bem-vindo. Blakeman declarou que a presença do prefeito era inadequada por ele não ter se manifestado contra a expressão “globalizar a Intifada”, termo relacionado ao conflito israelo-palestino.
Apesar das controvérsias e protestos, Mamdani compareceu às homenagens nesta manhã. Em suas redes sociais, o prefeito publicou um vídeo em que presta homenagem às vítimas do atentado, ressaltando a resiliência da cidade. No vídeo, ele afirmou: “Há 25 anos, terroristas mataram quase 3.000 pessoas, incluindo 2.753 nova-iorquinos. Ao relembrarmos aquele dia terrível, lembremos também das equipes de socorro, dos trabalhadores de escritórios e de desconhecidos que correram em direção ao perigo para ajudar uns aos outros. Lembremos da extraordinária compaixão, resiliência e bravura que sustentaram nossa cidade em seu dia mais sombrio. Hoje, Nova York relembra. Jamais esqueceremos”.
As cerimônias de homenagem incluíram atos no Memorial do 11 de Setembro, localizado na ilha de Manhattan, onde familiares das vítimas leram em voz alta os nomes das 2.977 pessoas que perderam suas vidas nos ataques. Além de Mamdani, participaram do evento o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e os ex-presidentes Joe Biden, George Bush, Barack Obama e Bill Clinton, demonstrando a importância simbólica da ocasião na memória nacional.
Este episódio evidencia as tensões políticas e sociais que envolvem a homenagem aos atentados de 11 de Setembro, especialmente em uma cidade como Nova York, marcada por sua diversidade e pela presença de figuras públicas de diferentes espectros ideológicos.







