Uma menina de sete anos morreu em um grave acidente ocorrido na manhã deste domingo (16/8) na BR-040, na região de Cascatinha, em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. A criança, identificada como Lavínia Eduarda, estava entre as dez vítimas fatais do tombamento de um ônibus de turismo que saiu de Belo Horizonte com destino a Copacabana, no Rio de Janeiro. O acidente aconteceu por volta das 4h40, no km 91 da rodovia, e resultou na morte de várias pessoas, incluindo Lavínia, que, segundo relatos da família, tinha planos de conhecer o mar pela primeira vez.
A mãe de Lavínia, Maria Luíza Pereira, de 27 anos, que também estava no veículo junto com seus outros três filhos, descreveu a menina como uma criança sonhadora e dedicada. Ela revelou que Lavínia tinha o desejo de construir castelinhos na areia e escrever o nome da melhor amiga na praia. Além disso, a criança tinha o sonho de tirar fotos na orla, demonstrando uma ansiedade e felicidade que eram perceptíveis momentos antes da viagem. Maria Luíza contou que Lavínia estava extremamente animada, abrindo a mala várias vezes para arrumar roupas e pijamas, mesmo sabendo que não passariam a noite na praia. A diarista, que reside na Vila Acaba Mundo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, destacou que a menina tinha uma expectativa especial de ver o mar pela primeira vez.
Os sonhos de Lavínia iam além do desejo de conhecer o mar. Segundo a mãe, a menina tinha aspirações de melhorar de vida para sua família. Maria Luíza relatou que Lavínia, apesar da pouca idade, tinha um pensamento maduro e ambicioso, dizendo que pretendia estudar, fazer faculdade e ajudar a família a morar em outro lugar. A menina era estudiosa e dedicada, conquistando boas notas na escola, o que refletia seu compromisso com o futuro. Maria Luíza afirmou que Lavínia já tinha clareza sobre seus objetivos de vida, o que a tornava uma criança com sonhos elevados, mesmo em tenra idade.
A tragédia também ceifou a vida da irmã de Lavínia, Priscila de Souza Braz, de 31 anos, que morreu no mesmo acidente. Maria Luíza descreveu Priscila como uma pessoa acolhedora, batalhadora e sua principal rede de apoio. Ela ressaltou que tudo o que a irmã conquistou na vida foi fruto de muita luta. Em meio ao luto, a diarista precisa dividir sua atenção com uma outra filha, de apenas quatro anos, que também sofreu ferimentos no rosto. A criança está em recuperação e passará por exames em Duque de Caxias para verificar se há alguma sequela, especialmente no olho, já que apresenta ferimentos profundos na região.
O acidente ocorreu durante uma viagem de passageiros de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro, mais precisamente na zona turística de Copacabana. O veículo envolvido era um ônibus de placas AKY-3454, que, de acordo com informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), não possuía autorização para transporte interestadual de passageiros. O veículo saiu de Belo Horizonte com cerca de 47 passageiros, além dos dois motoristas, e tombou na altura do km 91 da rodovia, na região de Cascatinha, em Petrópolis. As causas do acidente estão sendo investigadas pela 105ª Delegacia de Polícia de Petrópolis, enquanto perícias trabalham para esclarecer as circunstâncias que levaram o ônibus a sair da pista e tombar. A tragédia também levantou questionamentos sobre a regularidade do transporte, uma vez que a ANTT confirmou que o ônibus não tinha autorização para realizar viagens interestaduais.









