A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (Ficco-MG), em colaboração com a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), realizou na última quinta-feira (3 de setembro) a prisão de um homem considerado uma das principais lideranças do tráfico de drogas na cidade de Governador Valadares, localizada no Vale do Rio Doce. A operação, denominada Rastro, resultou na execução de dois mandados de prisão preventiva contra o suspeito, que estava foragido desde 2018, além de uma prisão em flagrante de outro indivíduo envolvido no mesmo esquema criminoso.
Durante a ação, as forças policiais apreenderam diversos materiais relacionados ao tráfico, incluindo drogas, uma pistola calibre .380, munições, aparelhos celulares, dinheiro em espécie e outros itens utilizados na atividade ilícita. Os investigadores ressaltaram que a prisão do suspeito é fruto de um trabalho integrado de inteligência e repressão qualificada, coordenado pelo Ficco-MG, que atua de forma articulada com várias forças de segurança estaduais e federais.
O investigado, que estava foragido há aproximadamente oito anos, tinha dois mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça, o que reforça a complexidade da operação. Segundo as autoridades, a captura faz parte de um esforço contínuo para desmantelar organizações criminosas que atuam na região e que, de acordo com as investigações, movimentaram mais de R$ 60 milhões entre os anos de 2020 e 2024.
A operação também faz parte do desdobramento da Operação Ripária, realizada em novembro de 2024, que tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa hierarquizada, com funções bem definidas entre lideranças, gerentes e operadores financeiros. As investigações revelaram que o esquema criminoso envolvia uma estrutura estruturada, com atividades de tráfico de drogas, crimes violentos e movimentação financeira ilícita.
Ao longo das apurações, foram apreendidos aproximadamente 160 quilos de drogas, além de armas de fogo, munições, materiais utilizados na fabricação e comercialização de entorpecentes, além de anotações relacionadas às operações ilícitas. A movimentação financeira superior a R$ 60 milhões demonstra a escala do esquema criminoso, que atuava na região há vários anos.
A força-tarefa responsável pela operação é composta pelo Ficco-MG, coordenado pela Polícia Federal, e por diversas instituições de segurança pública de Minas Gerais, incluindo a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal de Minas Gerais (Depen-MG) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen/MJSP). Essa atuação integrada visa fortalecer o combate ao crime organizado em todo o estado, com ações contínuas de inteligência, repressão e desarticulação de organizações criminosas.







