A Justiça de Minas Gerais agendou para o dia 25 de novembro o julgamento de Wallef César Oliveira Gonçalves, réu pelo feminicídio de Vitória Alves da Silva, de 22 anos. O crime ocorreu em 7 de agosto de 2024, na avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte, e marcou uma data simbólica, pois coincidiu com o 18º aniversário da Lei Maria da Penha.
O episódio trágico aconteceu no dia em que Vitória, após deixar o trabalho, caminhava pela via pública e se encontrou com seu ex-namorado. O relacionamento havia sido encerrado três dias antes, e, segundo informações apuradas, Wallef não aceitava a decisão de Vitória de romper o namoro. Durante o encontro, o homem de 27 anos sacou uma faca e atingiu a vítima em plena luz do dia, causando sua morte no local. O crime chocou a cidade e reacendeu debates sobre a violência contra a mulher.
Após o ataque, Wallef tentou fugir, mas foi preso em flagrante pela Polícia Militar, que chegou ao local logo após o ocorrido. Durante a abordagem, ele confessou o crime às autoridades. Vitória foi sepultada no dia seguinte, 9 de agosto, em uma cerimônia marcada por forte comoção no Cemitério Belo Vale, localizado em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na mesma ocasião, Wallef passou por audiência de custódia, na qual sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva, garantindo sua permanência na prisão até o julgamento.
O réu responderá pelo crime perante o Tribunal do Júri de Belo Horizonte, sendo processado por feminicídio, tipificado na legislação brasileira como homicídio qualificado por razões de gênero. O julgamento será realizado às 8h20, no Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, e contará com a participação de um júri popular, que irá decidir sobre a responsabilidade de Wallef na morte de Vitória Alves da Silva.
Este caso reforça a importância do combate à violência de gênero e evidencia a vulnerabilidade das mulheres diante de relacionamentos abusivos. A data do julgamento marca também uma reflexão sobre os avanços e desafios na implementação de políticas de proteção às vítimas de violência doméstica no Brasil, especialmente em um momento em que a Lei Maria da Penha completa 18 anos.









