Os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) participaram nesta noite de domingo (23) do primeiro debate com os concorrentes ao cargo de presidente da República. Durante suas falas, os três dirigentes políticos dirigiram duras críticas aos adversários que optaram por não comparecer ao encontro, destacando o que consideraram uma demonstração de desrespeito ao eleitor brasileiro.
Desde o início, os candidatos presentes enfatizaram a ausência de Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, apontando essa decisão como uma estratégia de fuga diante do momento eleitoral. Caiado afirmou que a ausência dos principais nomes na disputa demonstra a rejeição popular que enfrentam, reforçando a ideia de que eles evitam o confronto por não terem argumentos convincentes. “Um momento em que a sociedade esperava os dois candidatos que são os mais rejeitados no país. Isso mostra o porquê da fuga deles”, declarou o senador e governador de Goiás.
Renan Santos, por sua vez, não poupou críticas às razões pelas quais seus adversários não participaram do debate. Segundo ele, a ausência se explica pela falta de coragem de responderem pelos crimes que, segundo suas alegações, cometeram. “Não vieram aqui porque não têm coragem de falar sobre os crimes que cometeram”, afirmou o representante do partido Missão, sem especificar quais seriam esses crimes, mas reforçando a postura de que a ausência é uma tentativa de evitar o confronto direto com os demais candidatos.
Augusto Cury também aproveitou a oportunidade para criticar a gestão do ex-presidente Lula, que já havia anunciado sua ausência do debate anteriormente. O candidato do Avante destacou uma questão que considera fundamental para o país: a educação. Ele afirmou que 95% dos jovens brasileiros não aprendem matemática ao concluir o ensino médio, o que, na sua avaliação, prejudica o raciocínio lógico, a interpretação de textos e o desenvolvimento de habilidades essenciais para o mercado de trabalho e a formação cidadã. “Lula da Silva você deveria estar aqui para responder o caos que está na educação. 95% dos nossos jovens não aprendem matemática quando termina o ensino médio. E quem não aprende matemática não aprende o raciocínio lógico. E também não desenvolve a capacidade de interpretação”, declarou Cury.
Além de Lula, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, também comunicou previamente que não participaria do debate. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, que também tinha confirmado sua presença, anunciou neste domingo que optou por não comparecer ao encontro, reforçando a postura de alguns candidatos de evitarem o confronto direto nesta fase do processo eleitoral.
A ausência de Lula, Flávio e Zema no debate marca um momento importante na campanha presidencial, pois evidencia uma estratégia de alguns candidatos de evitar o debate público, possivelmente para não expor suas posições a questionamentos diretos ou a possíveis ataques. A postura gerou reações variadas entre os demais concorrentes, que aproveitaram a oportunidade para reforçar seus discursos e criticar o que consideraram uma falta de responsabilidade democrática por parte dos ausentes.








