As direções nacionais do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB) formalizaram a coligação em apoio à candidatura de Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais. A aliança, que conta com a participação do PCdoB e do PV, pretende selar os detalhes da chapa na próxima terça-feira, 21 de novembro, incluindo a definição do candidato a vice ou a segunda vaga ao Senado, que deverá ser indicada pelo PSB.
O ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Junior, é considerado o nome mais provável para compor a chapa como vice. Clésio Andrade (PSB), que já exerceu o cargo de vice-governador, também demonstrou interesse em participar da composição. Além disso, a Federação Rede-Psol, que vinha dialogando com o ex-prefeito Alexandre Kalil, parece estar inclinada a apoiar Patrus Ananias. No entanto, a proposta do PSOL de indicar Áurea Carolina para a segunda vaga ao Senado enfrenta resistência dentro do PT, que busca incluir conversas com o centro político na formação da chapa.
A candidatura de Patrus Ananias é vista como uma estratégia para atrair o eleitorado da esquerda e aqueles alinhados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que pode impactar negativamente a performance de Alexandre Kalil (PDT) nas eleições. Historicamente, o voto lulista tem migrado para Kalil nas eleições de 2016, 2020 e 2022. Contudo, a situação atual apresenta um novo cenário, pois Patrus Ananias contará com 19% do tempo na propaganda eleitoral gratuita, garantindo maior visibilidade em comparação a Kalil, que, com uma bancada federal de apenas nove parlamentares e sem alianças consolidadas até o momento, deve ter cerca de 2% do tempo.
No centro do espectro político, a pré-candidatura de Gabriel Azevedo, do MDB, também busca atrair esse mesmo eleitorado, especialmente aqueles que não se identificam com as polarizações. Azevedo está em conversas com o deputado federal Luís Tibé, presidente nacional do Avante. Caso essa aliança se concretize, Gabriel poderá contar com cerca de 10% do tempo de propaganda, podendo chegar a 14% se as negociações com a Federação PSDB-Cidadania se confirmarem.
No campo da direita, três candidaturas estão fragmentando o eleitorado. Vittorio Medioli, pelo PL, e o senador Cleitinho, pelo Republicanos, podem prejudicar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD). O PSD, que possui 8,24% do tempo de antena, busca manter a Federação União Progressista em sua coligação, enquanto União e PP somam 20,75% do tempo de propaganda.
O PL de Minas Gerais espera consolidar uma aliança com o Republicanos para o primeiro turno. Lideranças do PL afirmam que um acordo foi estabelecido no nível nacional para uma chapa liderada por Cleitinho, com Medioli como vice, apoiando o palanque de Flávio Bolsonaro. Essa composição garantiria à chapa 27% do tempo de propaganda eleitoral. Entretanto, os Republicanos em Minas estão cautelosos, defendendo uma chapa pura liderada por Cleitinho, com Luís Eduardo Falcão na vice, e ainda não formalizaram a carta de intenções da cúpula nacional do PL.









