Candidatos do Partido Liberal (PL) em Minas Gerais estão manifestando apoio ao candidato Cleitinho, que disputa o governo estadual pelo partido Republicanos. Apesar de a legenda manter candidatura própria ao Palácio Tiradentes, com o empresário Flávio Roscoe como representante, há uma movimentação interna de integrantes do partido que buscam autorização da direção estadual para declarar apoio ao adversário de Roscoe na corrida ao Executivo estadual.
Os primeiros a receberem essa liberação foram o vereador Vile Santos, que busca uma vaga na Câmara Federal, e o deputado estadual Eduardo Azevedo, irmão de Cleitinho e candidato à reeleição. Ambos têm forte ligação com Cleitinho e demonstraram desde o início entusiasmo pela aliança entre o PL e o Republicanos, o que evidencia uma possível estratégia de transferência de votos e fortalecimento de apoio político ao nome de Cleitinho na disputa pelo governo.
Vile Santos, em particular, mantém uma relação próxima com Cleitinho e tem sido uma figura ativa na articulação de apoios ao candidato. A preferência por apoiar Cleitinho, mesmo com a candidatura de Roscoe, reflete uma estratégia de alguns setores do partido de ampliar a influência do senador mineiro na eleição, já que Cleitinho possui potencial de transferência de votos devido à sua base de apoio e ao seu desempenho nas pesquisas até o momento.
A expectativa é de que outros nomes do PL também aguardem uma sinalização oficial da direção estadual para declarar apoio a Cleitinho, o que indica uma divisão interna na legenda. Apesar disso, o comando do partido tem defendido a unidade em torno do nome de Roscoe, buscando consolidar a candidatura própria e evitar fragmentações que possam prejudicar sua performance na disputa.
A movimentação revela um cenário de negociações e de possíveis alianças de última hora dentro do PL, que busca equilibrar a fidelidade à candidatura oficial de Roscoe com interesses estratégicos de apoio a Cleitinho, considerado um nome forte na corrida pelo Palácio Tiradentes. Essa dinâmica evidencia as complexidades do cenário eleitoral mineiro, onde alianças e apoios podem se transformar até o último momento, influenciando o resultado final das eleições estaduais.








