As definições de candidaturas para o governo de Minas Gerais devem ocorrer apenas no último dia do calendário de convenções, cujo prazo encerra em 5 de agosto. O cenário permanece aberto, com o senador Cleitinho (Republicanos) liderando as pesquisas, mas ainda sem confirmar se disputará o Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro.
A demora de Cleitinho em romper o silêncio mantém incerta a estratégia da direita. O Partido Liberal (PL) realizou convenção estadual sem confirmar seu candidato e avalia entre lançar um nome próprio ou apoiar uma eventual candidatura de aliança, o que manteria a dobradinha de forças do campo conservador em Minas.
Contexto das convenções e possibilidades de alianças
Dentre os nomes cogitados pela sigla, aparecem o empresário Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, e Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Ainda está no radar a possibilidade de apoiar Marcelo Aro (PP), ex-secretário do governo de Romeu Zema, como uma alternativa para consolidar o eixo de centro-direita.
A leitura atual sugere que, se Aro for escolhido, a chapa poderia reunir partidos de centro e de direita em uma única candidatura. A construção prevista envolveria a federação União Progressista e o apoio de PL, Republicanos, Podemos e PRD, ampliando o palanque de Minas para a corrida presidencial de Flávio Bolsonaro. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, assume papel estratégico nessa coalizão.
Impactos do cenário local para as alianças nacionais
Apesar das conversas, o nome de Cleitinho persiste como elemento central das negociações. Caso o senador avance com a própria candidatura, isso poderia mudar toda a lógica de costura entre as siglas, deslocando o eixo de alianças para apoiá-lo como candidatura única. Nesse cenário, se houver decisão por Cleitinho, Aro permaneceria na disputa pelo Senado.
Do lado progressista, o candidato seria Patrus Ananias, deputado do PT. A chapa contempla a indicação de um vice para o PSB, cujos nomes devem ser confirmados ainda nesta terça-feira. A expectativa é de que o indicado seja José Gomes, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), que atuaria como vice em uma composição que reúne forças de esquerda e aliados do PSB.
A definição de candidaturas nesta etapa das convenções é determinante não apenas para a composição de Minas, mas também para a projeção de palanques para disputas nacionais, incluindo a corrida presidencial. Os próximos dias deverão ser decisivos para fechar as alianças, definindo quem comporá as chapas proporcionais ao Senado e como cada bloco pretende enfrentar o atual cenário político nacional.







