A equipe de segurança do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou o esquema de proteção ao parlamentar após um levantamento da área de inteligência da Polícia do Senado Federal apontar aumento nas ameaças direcionadas ao senador desde o início de junho. De acordo com os dados divulgados pela pré-campanha, foram identificados 2.288 registros relacionados a ameaças e manifestações de violência contra Flávio Bolsonaro. O levantamento contabiliza:
Em razão desse cenário, a equipe de segurança ampliou as medidas de proteção ao parlamentar.
Entre as mudanças anunciadas estão:
Segundo a equipe do parlamentar, a segurança continuará sendo realizada exclusivamente pela Polícia do Senado Federal, responsável pela proteção de Flávio Bolsonaro há oito anos.
Em nota, o senador afirmou que as ameaças não alterarão sua agenda política: “Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo. Não tenho medo de ameaças. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e lutando por um país mais livre, seguro e próspero. Nada vai me impedir de seguir firme na missão de resgatar o Brasil”, declarou.
A equipe jurídica da pré-campanha afirma que o crescimento das ocorrências ocorreu após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que utilizou, em eventos públicos, a expressão de que “antigamente traidor era enforcado” ao criticar integrantes da oposição. Segundo a pré-campanha, o caso motivou uma ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede a apuração de suposta incitação à violência.
A equipe de segurança de Flávio Bolsonaro também sustenta que a repetição desse tipo de discurso poderia produzir o chamado “efeito apito de cachorro”, expressão utilizada na ciência política para descrever mensagens interpretadas de forma específica por determinados grupos.







